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30 de Junho de 2009 | Colunas | Categoria

Uma escola diferente

Imagine um lugar no qual cada tijolo assentado foi feito pelas mãos daqueles que abriram o canteiro de obras, leram as plantas e fizeram os acabamentos enquanto aprenderam que, juntos, podem construir uma sociedade em que aquele que constrói, tem direito à moradia, à escola, à terra e ao fruto de seu trabalho.
Imagine que esta construção é de uma escola, cuja estrutura compreende em vários espaços salas de aula, auditórios e biblioteca decorados com frutos, flores, instrumentos de trabalho, fotos e poemas que compõem um cenário místico, que enfeitam os ambientes e resgatam os símbolos da vida, da luta e a identidade desses trabalhadores e trabalhadoras. Os espaços ao redor das construções são cercados por lindos jardins, muito verde e produção agrícola.
Para que esta escola fosse erguida, muitos profissionais contribuíram com seu saber e criatividade para uma obra coletiva. Os conhecimentos foram socializados e somados ao dos trabalhadores e trabalhadoras com quem se relacionaram.
Aos visitantes e pesquisadores é apresentada a terra em que se plantam hortas, as técnicas utilizadas de respeito ao solo, de não uso de agrotóxico, a criação de galinhas em pasto, porcos, coelhos e peixes. Tanto as plantações, como as criações, contribuem para a autossustentação da escola no preparo da alimentação dos estudantes.
Imagine que nesta escola cada tema se aprende fazendo, lendo, discutindo, fazendo diferente. Cada um que lá está para estudar tem seu tempo dividido entre a sala de aula e o trabalho com a terra e com as tarefas diárias, como lavar banheiros e cozinhar.
Pode parecer um sonho, mas essa escola existe. É a Escola NacionalFlorestan Fernandes, do MST, em Guararema, São Paulo.

Departamento de Formação

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