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18 de Junho de 2009 | Notícias | Saúde

Proteção às crianças

A obesidade é uma doença causada pelo próprio homem. Pode parecer pouco, mas nesta frase está contida uma profunda contradição. Algumas pessoas que se alimentam para manter sua vida biológica, ou seja, para manter-se vivas, numa atitude contraditória comem de forma errada ou exagerada, a ponto de adoecer ou mesmo morrer.
É um fato consumado o aumento da obesidade em praticamente todos os países do mundo. Esse aumento é diretamente proporcional ao nível de desenvolvimento econômico do país e atinge, de forma mais cruel, as populações mais pobres, justamente aquelas que, sem dinheiro, acabam consumindo os alimentos mais baratos, que são aqueles industrializados, ricos em gorduras e carboidrato.
O quadro é também muito grave em relação às crianças e, nesse sentido, todos os estudos mostram que crianças obesas serão invariavelmente adultos obesos, terão hábitos alimentares ruins e serão sedentários. Além disso, tenderão a ter na vida adulta desajustes sociais e, decorrente disso, mais estresse e baixa autoestima.
Em vários países estão sendo adotadas medidas para tentar minorar o problema. Já existem leis proibindo a veiculação de propagandas e anúncios publicitários de alimentos voltados para os consumidores infantis. As redes de lanchonetes são os maiores alvos dessas leis, mas agora o foco está se voltando para a indústria de balas, biscoitos, bolachas e uma série enorme de produtos de moda que seduzem as crianças.
Muitos especialistas defendem que esses produtos, além da publicidade, tenham também proibidas as suas embalagens com atraentes motivos infantis.
"As crianças consomem esses produtos muito mais pelas embalagens do que pelo gosto ou pela fome", dizem eles.
No Brasil, a Procuradoria Pública Federal acaba de propor uma ação civil pública no sentido de criar restrições pesadas ao uso de embalagens chamativas, à propaganda e à venda em escolas e parques públicos de produtos alimentícios voltados ao público infantil.
Essa deve ser uma luta da saúde pública nas próximas décadas, como forma de prevenção à obesidade e suas consequências graves como a hipertensão arterial, o diabetes, o enfarto do coração e o derrame cerebral.

Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente

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