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4 de Fevereiro de 2010 | Notícias | Saúde

Sobre chuvas e alagamentos

As chuvas são fenômenos naturais cuja intensidade pode estar relacionada com as ações humanas como a construção de represas, desmatamentos e criação de áreas urbanas imensas que funcionam como ilhas de calor.

Alagamentos são o acúmulo de água em áreas mais baixas, resultado da falta de escoamento de uma determinada quantidade de chuva ou do transbordamento natural dos rios. Quando o volume de água é maior que sua capacidade de vazão os rios transbordam e alagam áreas chamadas de várzeas, que funcionam como um prolongamento do leito dos rios e, portanto, são inundáveis de tempos em tempos.

Alagamentos nas grandes regiões metropolitanas como a nossa ocorrem por chuvas mais fortes, potencializadas pelas ilhas de calor que se formam na nossa atmosfera e combinadas com a extensa impermeabilização do solo por ruas, calçadas, quintais e pátios pavimentados e grandes áreas de construções cobertas por telhados ou lajes.

A água das chuvas, na impossibilidade de penetrar no solo, escorre velozmente em grandes enxurradas para os leitos dos rios ou para áreas mais baixas da cidade. Temos, então, os transbordamentos e alagamentos que matam, atormentam, causam enormes prejuízos e são causas de inúmeros problemas de saúde pública.

O problema está, em primeiro lugar, na falta de planejamento urbano que vem desde a colonização do Brasil e da formação e expansão das cidades.

Nesse sentido, faltam leis rígidas que regulem a ocupação do solo urbano. Isso é agravado porque o poder público também não tem força moral para impedir as ocupações irregulares e tampouco retirar as pessoas das áreas ocupadas irregularmente.

Falta força moral ao poder público por não cumprir o seu papel de oferecer áreas adequadas e planejadas para a ocupação das pessoas, principalmente aquelas de baixa renda. Isso é conseqüência direta da falta de ação do poder público para coibir a especulação imobiliária, que mantém extensas áreas desocupadas esperando valorização e empurram os pobres para as áreas de risco.

Determina-se assim que alagamentos, enchentes e inundações e as consequências graves para a saúde, inclusive as mortes, sejam, na sua maioria, um problema dos pobres.
Você já pensou nisso?


Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente

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