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10 de Maio de 2010 | Notícias | Saúde

Adesão à licença-maternidade de seis meses cresce no país

No ABC, quatro fábricas e uma cooperativa aderiram à campanha Da licença, queremos 180, lançada pelo Sindicato em 25 de março, durante o 2° Congresso das Mulheres

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Com a licença ampliada Fernanda poderá amamentar Giovanna por 6 meses

Das 40 maiores empresas no Brasil, 10 afirmaram conceder licença-maternidade de seis meses às funcionárias. O levantamento foi feito pela Folha com as companhias que lideram o ranking de maiores receitas líquidas em 2008, feito pelo jornal "Valor Econômico", do Grupo Folha e das Organizações Globo.

Já no Grande ABC, cinco empresas já aderiram à licença maternidade de 180 dias, desde que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC lançou a campanha "Da licença, quermos 180", durante o 2º Congresso das Mulheres da categoria, no final de março. A campanha veio para divulgar e fortalecer a lei nas empresas da região.

O benefício é oferecido por empresas que participam do Programa Empresa Cidadã, estabelecido pela lei nº 11.770, em vigor desde setembro de 2009.

A adesão não é obrigatória, mas grandes empresas têm, desde janeiro, dedução de impostos federais caso estendam a licença em dois meses.

Para o médico Dioclécio Campos Junior, diretor de assuntos parlamentares da SBP, a avaliação dos três primeiros meses da lei é positiva. "Esse número é bastante significativo se considerarmos que o apoio concedido pelo governo começou há apenas três meses", analisa.

A expectativa é que a licença estendida ganhe as empresas. Hoje, além do incentivo governamental, a mobilização de sindicatos tem ajudado muito para a implementação do benefício nas corporações.

Enquanto a adesão em grandes empresas é gradual, no serviço público é lei --obrigatória em órgãos do governo federal.

Em nível estadual, apenas quatro --Acre, Maranhão, Minas Gerais e Bahia-- não regulamentaram leis próprias que ampliem o benefício, mas já discutem o tema. Em 134 municípios, incluindo capitais como Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo, a proposta virou lei, segundo a SBP.

Pioneiras de Berço
Giovanna e Yasmin são os primeiros bebês a serem beneficiados pela licença maternidade de 180 dias, depois que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC iniciou a campanha Da licença, queremos 180. Filhas de Fernanda de Paula Zanutto, de 36 anos, analista de RH na Toledo e Michelle Almeida Ferreira, de 30 anos, trabalhadora na SMS, elas poderão ser amamentadas até ods seis meses de vida por suas mães e correrão menos riscos de contrairem doenças como pneumonia, anemia e rinite.

"Quando estava para ter o meu bebê o pessoal da comissão de fábrica veio me avisar que a Toledo havia acabado de aderir à lei dos 180 dias. Fiquei muito feliz, porque quando eu voltar ao trabalho ela já estará maiorzinha e a minha preocupação será menor", comemora Fernanda.

Da redação com Folha Online

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