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23 de Março de 2011 | Notícias | Categoria | Eleições no Sindicato

Centrais acompanham e elogiam processo eleitoral. Votação terminou nesta quarta

Representantes de três centrais sindicais acompanharam as eleições para os CSEs nas fábricas. Apuração começa na quinta

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Sérgio Nobre, presidente do Sindicato (de vermelho), entre dirigentes da CUT, Nova Central e UGT.
Foto: Rossana Lana / SMABC

Representantes da CUT, da Nova Central e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) viram, gostaram e acreditam que o modelo de organização e o processo eleitoral dos metalúrgicos do ABC podem ser expandidos para todo o sindicalismo brasileiro.

Eles acompanharam nesta quarta-feira as eleições para os CSEs na IGP, de Diadema, e na Ford, de São Bernardo.

“Os Comitês Sindicais aproximam fortemente o sindicato das bases”, notou Messias Melo, secretário de Relações do Trabalho da CUT. É por isto, segundo ele, que os processos de organização e eleitoral dão mais legitimidade aos dirigentes.

“Li e ouvi sobre esse modelo. Porém, ver na prática como ele funciona me surpreendeu positivamente”, afirmou Canindé Pegado, secretário-geral da UGT. “Trata-se de um modelo avançado, que pode ser pensado para o sindicalismo brasileiro”, prevê.

Para José Calixto Ramos, presidente da Nova Central, o modelo é muito interessante, porque o dirigente é reconhecidamente da categoria.

“Ele deve ser conhecido por todos os dirigentes sindicais brasileiros e essa experiência dever ser expandida”, recomenda.

Para Calixto, a forma legal e tradicional do sindicalismo brasileiro provoca distorções ao permitir a eleição de dirigentes distantes de suas categorias.
Na opinião de Messias, da CUT, o problema é o sistema de controle em boa parte dos sindicatos brasileiros por direções que não têm interesse em se renovar. 

“Uma eleição para nos encher de orgulho”
Eleger representantes em 88 Comitês Sindicais e no Comitê dos Aposentados que representam 85% da categoria é, com certeza, a maior eleição sindical no Brasil”, afirma o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre. “E isto é motivo de orgulho para os metalúrgicos e para a direção do Sindicato”, comemora.

Ele acrescenta ainda que esta eleição tem um sabor especial por ser realizada em plena comemoração dos 30 anos da conquista da primeira representação sindical no local de trabalho da base, a Comissão de Fábrica na Ford.

“Esta é uma marca para o ABC e uma referência ao Brasil. Tenho certeza que os CSEs estão entre as maiores conquistas de nossa categoria nos 52 anos do Sindicato”, finalizou.

Apuração começa nesta quinta-feira, na Sede
Com as eleições encerradas na noite desta quarta, resta a apuração dos votos. A contagem começará nesta quinta-feira, às 9h30, na Sede do Sindicato.

Este foi o primeiro turno da eleição, quando foram escolhidos 271* dirigentes de 88 CSEs em fábricas e mais o Comitê dos Aposentados.

Depois de confirmados, os eleitos se organizam agora para formar a chapa do Conselho da Direção, cuja eleição, equivalente ao segundo turno, será realizada em maio.

Também nesta fase, votam todos os sócios do Sindicato.

*Alterado para correção de informação em 24/03, às 19h30

Da Redação

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