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27 de Abril de 2011 | Notícias | Categoria

Plenária de Mulheres: lutas, conquistas e desafios das metalúrgicas

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Cerca de 120 mulheres participaram da Plenária realizada pela CNM/CUT, em Guarulhos.
Foto: José Alfredo

Depois da abertura da Plenária Nacional de Mulheres Metalúrgicas da CUT nesta terça-feira, foram iniciados os debates em torno dos desafios das trabalhadoras do setor. Na primeira mesa, as mulheres debateram os desafios e perspectivas para as mulheres no mundo do trabalho e na sociedade.

Participaram do primeiro painel de discussão a secretária de Mulheres da CUT, Rosane Silva; Patrícia Pelatieri, técnica da subseção do Dieese na CUT Nacional e a ex-deputada Maria Lúcia Prandi, que representou a senadora Marta Suplicy no evento. A mesa teve coordenação da presidenta do Sindicato dos Metalúrgicos de Campina Grande, Marli do Nascimento.

Em sua participação, Prandi lembrou os avanços ocasionados por conta da adoção da política de cotas para as mulheres em diversos países. Ela também ressaltou a importância da eleição de Dilma Rousseff para a presidência da República. “Se nós somos mais da metade da população e parimos a outra metade, é natural que possamos ocupar espaço na sociedade”, ressaltou.

Patrícia Pelatieri fez demonstrou as desigualdades nas relações de gênero que ainda ocorrem no mercado de trabalho. Ao apresentar os números de desempregados no Brasil, fica constatado que mais da metade são mulheres. “A maioria dos postos de trabalho ocupados por mulheres no Brasil são em cargos desvalorizados dentro do setor produtivo”, diz ao se referir que as mulheres estão inseridas em uma realidade em que o rendimento das mulheres é sempre menor que a dos homens.

Os dados mostram que 36% das mulheres no Brasil ganham até um salário mínimo. Outros 31% ganham entre um e dois salários e 12% não tem rendimento. “No caso das mulheres, a política de manutenção e aumento real do salário mínimo é extremamente importante”, frisou.

Atualmente, as mulheres cresceram em participação no ramo metalúrgico e hoje somam 17,2% do total de trabalhadores. Por outro lado, no setor automotivo os homens chegam a ganhar até 82% mais que as mulheres. Outros exemplos estão no setor aeroespacial (45%), Eletroeletrônico (47%), Naval (22%), Bens de capital (53,4%) e Siderurgia (50%).

Políticas para as mulheres
Já a secretária de Mulheres da CUT, Rosane Silva, lembrou que a família é uma responsabilidade compartilhada por homens e mulheres. “É necessária a criação de políticas públicas para o compartilhamento de responsabilidades familiares entre homens e mulheres”, disse ao lembrar a luta da CUT pela ratificação da Convenção 156 da OIT, que trata sobre o tema. Assim como a CNM, a CUT a luta pelo direito à creche.

Rosane também recordou a Lei Maria da Penha e afirmou que em agosto deve acontecer uma grande campanha pela aplicação, aprimoramento e continuação da Lei em todos os Estados e municípios do país.

Outro tema importante para a dirigente da CUT é a luta pela licença maternidade parental, já adotada em diversos países “Isso tira um peso das costas das mulheres como se fossemos as únicas responsáveis pela criação da criança”. A proposta é que a licença parental ocorra por um período de um ano. “Nos seis primeiros meses a responsabilidade é da mulher, por amamentar. Nos outros seis meses, sem a necessidade cotidiana da mãe, o pai ficaria com a criança. Esse é um desafio importante, para termos uma sociedade igualitária.”

Rosane também lembrou a importância da luta por igualdade salarial e de ascensão profissional. A construção de uma lei de igualdade salarial é um projeto que a CUT planeja para o futuro. A redução da jornada de trabalho e as cotas de participação das mulheres na direção dos sindicatos também foram citados por ela. “A política de cotas tem sido um instrumento importante para a nossa participação no mundo sindical”.

Rosane terminou sua fala citando que a Secretaria Nacional de Formação da CUT está trabalhando em um projeto de formação política de mulheres voltada para a negociação coletiva. “Queremos cláusulas que trabalhem com nossa independência social, política e econômica. Não apenas questões de maternidade.”

Da CNM/CUT

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