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18 de Junho de 2013 | Notícias | Direitos

Editorial - Jovens representam o novo rosto do Brasil que começa a nascer

As manifestações que ocorrem em todo o Brasil devem ser recebidas como muito positivas. Elas trazem para a vida política milhares de jovens que poderiam se refugiar na descrença, na apatia ou no individualismo egoísta. 
Representam um sopro de novidade que precisamos conhecer melhor e saudar como novo passo para o fortalecimento da vida democrática. Por sua idade, a maioria desses jovens despertou para a vida política durante o governo Lula. Eles representam o novo rosto do Brasil que começa a nascer.
A CUT nasceu de um ciclo semelhante e foi reprimida, nos tempos da ditadura, com a mesma truculência que a PM de São Paulo repetiu na semana passada, estimulada pelas declarações infelizes do governador Geraldo Alckmin. As manifestações gigantes foram um protesto contra essa violência.
Nossos sindicatos são parte desse mesmo impulso que exige participação, mudanças e justiça social. Temos de nos aproximar, trocar experiências e preparar ações conjuntas, pois os pequenos núcleos sectários, sempre presentes nessas manifestações, não são o verdadeiro rosto do movimento.
A grande imprensa já não consegue desqualificar os jovens como vândalos ou baderneiros. Mas teve de se curvar à força das manifestações desses jovens combativos. 
É necessário que as lideranças políticas do País se debrucem para compreender o sentido mais amplo dessa mobilização. Todas as regiões metropolitanas estão ainda mergulhadas em graves carências em questões como segurança pública, saúde, transportes e mobilidade urbana. Ônibus, trens e metrôs deslocam diariamente milhões de seres humanos em condições desrespeitosas.
O Brasil melhorou muito nos últimos dez anos, mas cinco séculos de opressão e exclusão social produziram uma herança que exige muito mais tempo para equacionar e superar.
Insatisfeita com as instituições partidárias e com o sistema de representação parlamentar de hoje, essa juventude está convidada a se engajar também nas lutas por uma reforma política que corrija os defeitos que estão denunciando. 
Os Metalúrgicos do ABC têm identidade com as manifestações porque também ocupamos as ruas para reivindicar. Por isso, apoiamos as mobilizações e defendemos que elas sejam acompanhadas por negociações, pois este é o fator determinante para nossas conquistas. Solidariedade com todas as lutas em defesa dos direitos do trabalhador é o eixo central de nossa história.
Rafael Marques
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

As manifestações pacíficas que ocorrem em todo o Brasil devem ser recebidas como muito positivas. Elas trazem para a vida política milhares de jovens que poderiam se refugiar na descrença, na apatia ou no individualismo egoísta. 

Representam um sopro de novidade que precisamos conhecer melhor e saudar como novo passo para o fortalecimento da vida democrática. Por sua idade, a maioria desses jovens despertou para a vida política durante o governo Lula. Eles representam o novo rosto do Brasil que começa a nascer.

A CUT nasceu de um ciclo semelhante e foi reprimida, nos tempos da ditadura, com a mesma truculência que a PM de São Paulo repetiu na semana passada, estimulada pelas declarações infelizes do governador Geraldo Alckmin. As manifestações gigantes foram um protesto contra essa violência.

Nossos sindicatos são parte desse mesmo impulso que exige participação, mudanças e justiça social. Temos de nos aproximar, trocar experiências e preparar ações conjuntas, pois os pequenos núcleos sectários, sempre presentes nessas manifestações, não são o verdadeiro rosto do movimento.

A grande imprensa já não consegue desqualificar os jovens como vândalos ou baderneiros. Mas teve de se curvar à força das manifestações desses jovens combativos. 

É necessário que as lideranças políticas do País se debrucem para compreender o sentido mais amplo dessa mobilização. Todas as regiões metropolitanas estão ainda mergulhadas em graves carências em questões como segurança pública, saúde, transportes e mobilidade urbana. Ônibus, trens e metrôs deslocam diariamente milhões de seres humanos em condições desrespeitosas.

O Brasil melhorou muito nos últimos dez anos, mas cinco séculos de opressão e exclusão social produziram uma herança que exige muito mais tempo para equacionar e superar.

Insatisfeita com as instituições partidárias e com o sistema de representação parlamentar de hoje, essa juventude está convidada a se engajar também nas lutas por uma reforma política que corrija os defeitos que estão denunciando. 

Os Metalúrgicos do ABC têm identidade com as manifestações porque também ocupamos as ruas para reivindicar. Por isso, apoiamos as mobilizações e defendemos que elas sejam acompanhadas por negociações, pois este é o fator determinante para nossas conquistas. Solidariedade com todas as lutas em defesa dos direitos do trabalhador é o eixo central de nossa história.

Rafael Marques
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 

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