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31 de Julho de 2013 | Notícias | Memória

Acorda ABC terá depoimentos de mulheres que sofreram perseguição política na ditadura

O presidente Rafael Marques participou do 3º encontro do Acorda ABC, em Diadema, no último dia 18

No próximo dia 17, o Acorda ABC, projeto que coleta depoimentos de trabalhadores que sofreram perseguição política durante o período da ditadura militar no Brasil, terá a participação de quatro companheiras.

Maria Julia de Oliveira Lobo, Maria de Lourdes Toledo Nanci, Gilda Fioravante e Vilma Amaro contarão suas histórias de violação dos direitos humanos em evento na Câmara Municipal de Mauá.
 
“O objetivo do projeto é resgatar a memória dos trabalhadores na região que foram perseguidos pelo regime”, explicou a diretora executiva do Sindicato, Ana Nice Martins de Carvalho.

Segundo a dirigente, o Acorda ABC pretende levantar 100 relatos para contribuir com a Comissão Nacional da Verdade, que apura graves violações de direitos humanos no período entre 18 de setembro de 1946 a 5 de outubro de 1988.

Tortura

“Muitos foram presos, torturados e mortos. Alguns, ainda fichados por órgãos da repressão, não conseguiram mais trabalhar e sustentar suas famílias”, destacou Ana Nice.

“Esse projeto tem, sobretudo, a tarefa de informar e formar a juventude que não viveu esta época, mas que precisa deste conhecimento para que períodos como este jamais voltem a existir no Brasil”, concluiu a dirigente.

Memória

O Acorda ABC é um projeto realizado pelo Centro de Memória do Grande ABC, uma iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dos Metalúrgicos de Santo André, Sindicato dos Servidores de Santo André, Bancários do ABC e Comerciários do ABC.

Coordenador teve que sair do País para não ser preso

O coordenador técnico do Centro de Memória do Grande ABC, responsável pelo projeto Acorda ABC, Cido Faria , também foi vítima do regime ditatorial no Brasil.

Em 1970, ele era militante da Ação Popular, a AP, em Mauá, e metalúrgico na Car Friss, em São Bernardo, quando foi condenado a oito anos de prisão pelo regime.

“Um dia antes de o exército invadir a minha casa, no Jardim Zaíra, em Mauá, o Betinho [Herbert de Souza] foi me avisar”, contou o coordenador.

“Larguei tudo e fui para o Chile, fiquei até o golpe contra o Allende [Salvador Allende, o presidente do Chile na época]”, lembrou.

E continuou: “Depois, segui para a Suécia onde aprendi a profissão de fresador ferramenteiro na Scania”.

Da Redação

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