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5 de Novembro de 2013 | Notícias

Luta pela NR-12 começa com capacitação na base

Sindicatos de metalúrgicos de vários Estados brasileiros decidiram intensificar os seminários regionais e estaduais para capacitar cipeiros e dirigentes no País sobre a NR-12. Este foi o principal resultado do Seminário Nacional sobre a Norma Regulamentadora 12, a NR-12, organizado pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, segundo o coordenador da Comissão de Saúde e membro da executiva do Sindicato, Amarildo Sesário de Araújo, que participou do encontro.

O evento reuniu além dos representantes dos trabalhadores, técnicos do Ministério do Trabalho e Ministério Público, responsáveis pela edição das normas regulamentadoras voltadas à saúde e segurança.

“Os mais de 40 dirigentes presentes na atividade concluíram que a luta pela NR-12, que permite produzir sem mutilar ou matar, começa pela organização no local de trabalho”, lembrou Amarildo. “E todos estão dispostos a garantir mais esta conquista aos trabalhadores”, prosseguiu.

Tribuna Metalúrgica – O que é a NR-12?

Amarildo Sesário de Araújo – É a norma que estabelece prote­ções em máquinas e prensas para que o trabalhador não se machuque. Infelizmente, muitas empresas no ABC ainda não estão cumprido a NR-12 integralmente.

TM – No seminário foram traçadas estratégias para a apli­cação da NR-12?

Amarildo – Sim, definimos preparar nossos representantes com cursos específicos para que estejam prontos para atuarem o mais rápido possível.

TM – Os Metalúrgicos do ABC também realizarão estes cursos?

Amarildo – O Sindicato já preparou 90 cipeiros e dirigentes sindicais em encontros recentes e vamos encerrar o ano com mais uma turma de 40 pessoas.

Em 2014, os cursos serão in­tensificados em toda a base. Temos a vantagem de muitos companheiros já conhecerem a NR-12 aqui no ABC onde a questão é amplamente discutida.

TM – Qual é o custo dos acidentes e doenças no local de trabalho hoje no Brasil?

Amarildo – Segundo estudo da Universidade de São Paulo, a USP, chega a R$ 71 bilhões por ano, o equivalente a 9% da folha salarial do País. É uma cifra colossal que se refere a muitos sofrimentos e perdas.

TM – E qual é o custo do patrão para manter a NR-12 na empresa?

Amarildo – Muitas vezes a empresa realiza gastos desnecessá­rios e não dá a devida importância a esta questão.

Um dos motivos é que quando ocorrem acidentes ou doenças no lo­cal de trabalho, o companheiro fica afastado e a empresa só paga seus direitos relativos aos 15 primeiros dias. Daí para frente, quem paga é o governo federal por meio do INSS.

Por isso algumas empresas não se comprometem com a segurança. Elas sabem que os custos dos aci­dentes acabam nas costas de toda a sociedade.

Da Redação

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