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13 de Novembro de 2013 | Notícias

Juventude na Volks apresenta Carta de Formação ao Comitê Mundial

Jovens trabalhadores na Volks do Brasil, México, Argentina e Alemanha durante 1º Congresso Internacional

Delegação formada por jovens trabalhadores na Volks do Brasil, Alemanha, Argentina e México apresentou na última sexta, ao Comitê Mundial dos Trabalhadores e à direção da montadora, em Wolfsburg, na Alemanha, Carta de Formação com propostas para aprendizagem dos jovens na empresa. A delegação brasileira contava com trabalhadores nas fábricas de São Bernardo, São Carlos, Taubaté e Curitiba.

A entrega aconteceu durante reunião do Comitê Mundial, após o 1º Congresso Internacional da Juventude na Volks, realizado durante toda a semana anterior na matriz da empresa.

Segundo Wellington Damasceno, do CSE e da Comissão dos Jovens Trabalhadores na Volks em São Bernardo, a integração foi excelente para conhecer o formato de aprendizado nos demais países.

“O encontro foi direcionado aos jovens, mas principalmente aos aprendizes e estagiários. Pudemos constatar a realidade da aprendizagem em cada montadora, o que foi enriquecedor”, disse.

Acompanhe entrevista com Wellington.

Tribuna Metalúrgica – Qual o objetivo da Carta de Formação?

Wellington Damasceno – É definir um padrão mínimo de aprendizagem para todas as uni­dades da Volks.

TM – Quais os principais pontos?

WD – O primeiro é a seleção para os jovens entrarem na apren­dizagem. Conseguimos garantir cotas para mulheres e pessoas com deficiência e a participação da representação nas discussões do processo.

Outro ponto é a questão da jornada de trabalho, com horários específicos para o aprendizado, a prática e o ensino regular.

TM – E o que mais?

WD – Citamos ainda o tempo de formação, de acordo com a rea­lidade de cada planta. Além disso, consta na Carta a garantia da efeti­vação aos aprendizes em todas as unidades; remuneração adequada; ensino prático às unidades que não o fazem habitualmente, como São Carlos; e que os próprios jo­vens elejam seus representantes entre eles.

TM – O que vocês farão agora?

WD – Vamos manter esta re­de de comunicação dentre os que participaram do encontro e lutar para que a Carta de Formação seja aprovada pela diretoria mundial, para se tornar realidade.

TM – E quando estiver aprovada?

WD – Ela será encaminhada aos representantes de todas as unidades da Volks no mundo e discutida conforme a realidade, legislação e cultura de cada país. Todos estes pontos deverão ser negociados com as direções das plantas.

TM – A situação dos apren­dizes nas unidades brasileiras é a mesma?

WD – Não. Na Anchieta, o Senai é dentro da fábrica, com estágio e o aprendiz pode ser efe­tivado. Em Taubaté e Curitiba os aprendizes estudam meio período no Senai e meio período fazem estágio na empresa.

Em Curitiba, porém, os apren­dizes não têm possibilidade de efe­tivação. O mesmo acontece em São Carlos, onde, além disso, não há contato nenhum com a empresa.

Por isso, a principal pauta da delegação brasileira era garantir as mesmas condições como as que como já existem na Anchieta para as outras unidades brasileiras da Volks.

Da Redação

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