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21 de Março de 2014 | Notícias | Categoria | Eleições no Sindicato

Nós somos o Sindicato dentro da fábrica, diz Wagnão

Wagnão durante assembleia eleitoral na Toled

Nas próximas terça e quarta-feira, dias 25 e 26, os metalúrgicos do ABC vão às urnas para eleger por voto direto os 280 representantes em 93 Comitês Sindicais de Empresa, os CSEs, mais o Comitê Sindical dos Aposentados, o CSA.

A eleição foi precedida por um amplo processo de mobilização da categoria, com assembleias que tiveram a participação de milhares de trabalhadores.

Em entrevista à Tribuna, o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, faz um balanço deste período e aponta os caminhos para uma eleição transparente e democrática.

Nas urnas
A presença de todos nas urnas é fundamental porque quanto mais votos receber a chapa eleita maior será sua legitimidade como representante sindical dos trabalhadores nas negociações com a empresa. A votação expressiva também confirmará o respaldo dos companheiros ao modelo de organização no local de trabalho implantado e defendido pelos Metalúrgicos do ABC.

Contato com os trabalhadores
A diretoria acompanha o metalúrgico desde a hora que entra na fábrica até o momento que sai, debatendo seu cotidiano e as questões que envolvem sua vida, como educação, comunicação, saúde e segurança. Esta preocupação tem como objetivo pensar também na coletividade e na família do companheiro. E isso só é possível em contato direto com o trabalhador.

Modelo de eleição
Nosso modelo de eleição é resultado da nossa prática sindical. O que importa nisso tudo é que o Sindicato não tem razão para existir como entidade que tem potencial e quer exercer o seu papel de representação de uma determinada categoria se não tiver este apoio e engajamento dos trabalhadores.

Isso se dá de várias formas. Na participação em assembleias, no debate durante as campanhas salariais, nas rodadas de negociações por Participação nos Lucros e Resultado – as PLRs, na luta contra demissões em empresas da base, nas discussões do futuro de um determinado setor econômico importante para categoria, por exemplo.

A eleição é só uma etapa disso tudo, é mais uma forma dos trabalhadores dizerem nós somos o Sindicato dentro da fábrica e voto não se pede e nem é dado como objeto de troca. Ele é um produto de uma reflexão e uma opção do trabalhador.

Portanto, esta eleição é importante para nós e referenda aqueles que os companheiros estão indicando como dirigentes.

Empréstimo
Ser dirigente não é coisa inventada. O CSE pega emprestado um mandato que os trabalhadores oferecem a ele e, quando isso acontece, ele tem que zelar por esta função e suas obrigações. O ponto de vista dos  trabalhadores e da diretoria do Sindicato só tem diferença nos níveis de responsabilidade e a minha, como dirigente, é exercer com seriedade o mandato que os companheiros deixaram sob os meus cuidados. Ao fazerem isso, os companheiros já estão atuando no processo eleitoral e, ao escolherem nas urnas um determinado representante, consequentemente orientam a empresa para que o respeite e o receba bem, pois ele os representa.

Chapas
O nosso estatuto defende um processo extremamente democrático e mostra que não existe unanimidade em um grupo de mais de 100 mil trabalhadores, como é nossa categoria. Neste contexto, há visões divergentes que podem aparecer em vários momentos.

Como em um debate durante alguma negociação, seja ela de caráter geral, PLR, data-base ou até mesmo sobre assuntos internos dentro da empresa. Porém, as divergências de caráter ideológico por discordância de comportamento do CSEs têm que ser bem separadas.

Uma coisa é você divergir da conduta do Sindicato e achar que sua política está errada. Para isso, existe a possibilidade do trabalhador montar uma chapa e expor seus questionamentos e dizer, “olha, eu não concordo com o trabalho que o Sindicato faz e com a forma que encaminha as ações”. São divergências que são respeitadas e o estatuto permite isso no processo eleitoral.

Pode ser também por algum tipo de insatisfação ou por que um grupo discorda da pessoa que está à frente de determinada chapa. Aquilo que não foi possível resolver, a eleição resolve. Os trabalhadores têm que avaliar concretamente quem melhor representa o pensamento político e o ideário deste Sindicato. Na hora de votar é isso que ele tem que refletir. Quem de fato tem o comprometimento com esta categoria, com a luta e o histórico dos Metalúrgicos do ABC para que ele possa dar um voto correto na hora de eleger seu representante.

E não devem correr nenhum risco de aventuras ou de incertezas que possam não representar a continuidade do trabalho que os Metalúrgicos do ABC fazem até hoje.

Da Redação

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