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18 de Dezembro de 2014 | Notícias | Regionalidade

Para presidente da CPI da Sabesp, tratar a água visando ao lucro é uma das causas da crise

Sistema Alto Tietê, que abastece 4, 5 milhões de pessoas, apresenta o menor nível registrado em sua história: 4,1%

Chuvas retornam lentamente à região metropolitana, mas são insuficientes para encher reservatórios. CPI na Câmara deve retomar os trabalhos em fevereiro, depois do recesso parlamentar

As chuvas, lentamente, voltam a cair sobre São Paulo, mas ainda não foram suficientes, e provavelmente não serão a curto prazo, para tornar a encher os reservatórios que abastecem a região metropolitana e muito menos para acabar com a crise hídrica.

Com trabalhos suspensos para o recesso de fim de ano na Câmara Municipal, a CPI da Sabesp voltará em fevereiro, com informações atualizadas dos reservatórios. O vereador Laercio Benko (PHS), presidente da CPI, em entrevista à Rádio Brasil Atual, resume o trabalho até agora: “Ouvimos várias autoridades, fizemos vários diagnósticos dos problemas, fizemos quatro audiências públicas, em diferentes regiões de São Paulo".

Como a CPI da Sabesp não pode ser prorrogada depois de abril, Benko acredita que será possível dar continuidade ao trabalho na Assembleia Legislativa do Estado: “Vamos conclamar os novos deputados estaduais a instalar a CPI na Assembleia, o lugar, em tese, mais adequado”.

O presidente da CPI da Sabesp também ressaltou que, de acordo com a apuração dos vereadores, grande parte da crise foi causada pelo uso da água como produto pela Sabesp: “Temos 32% de perdas na distribuição de água. A diretora da Sabesp disse que compensava manter essa perda porque economicamente é mais viável perder essa água do que tomar as providências necessárias para não perde-la. Demonstra o tratamento da água como produto, como bem e objeto de lucro”.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a crise hídrica deve ser tratada como um problema de grande escala, envolvendo todas as esferas de poder público para solucionar a questão. “Tenho o maior respeito por uma ideia de aprovar uma lei na região metropolitana de posturas municipais, mas duvido que multando quem lava calçada, nós vamos resolver um problema de milhões de metros cúbicos. Podem ter até uma carga pedagógica e didática importante, de elevar a educação cívica das pessoas, mas estamos falando de um problema de outra escala”.

Da Rede Brasil Atual

 

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