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22 de Janeiro de 2015 | Notícias | Internacional

No Congresso, Obama pede fim do embargo a Cuba

Obama pediu que o Congresso trabalhe por uma "economia para a classe média"

Presidente dos EUA também falou sobre mais impostos para ricos, política migratória e disputa diplomática com Rússia

Em discurso anual diante do Congresso norte-americano, o mais importante da agenda presidencial, Barack Obama pediu na noite de terça-feira (20) mais poderes legais para empreender ações militares contra o EI (Estado Islâmico) no Iraque e na Síria – disse ainda reservar-se no direito de, se preciso, agir "unilateralmente" no combate ao terrorismo.

Semanas após ter iniciado a retomada das relações diplomáticas com Cuba, Barack Obama afirmou também que os Estados Unidos devem começar "neste ano" a suspender o embargo comercial – imposto sobre a ilha para "acabar com um legado de desconfiança no continente".

"Quando o que você está fazendo há 50 anos não funciona, é hora de tentar algo novo", disse Obama, que aproveitou para dar as boas vindas a Alan Gross, cidadão norte-americano preso em Cuba e libertado em dezembro como parte do acordo de reaproximação entre Havana e Washington.

O discurso do State of the Union ("Estado de União") é considerado o mais importante do ano, ocasião em que o chefe de governo se dirige, em sessão conjunta, aos representantes da Câmara e do Senado, e expõe as linhas de ação da Casa Branca para o período. No discurso do ano passado, Barack Obama dissera que não iria esperar o Congresso para agir.

Diplomacia: Irã e Rússia

No decorrer do longo discurso, Barack Obama voltou a temas de política externa diversas vezes. Sobre as negociações nucleares com o Irã – agenda fortemente rechaçada pelos republicanos, que atualmente controlam o Legislativo –, Obama advertiu o Congresso de que novas sanções contra o país só levarão ao "fracasso da diplomacia", abrindo caminho para a "guerra".

A respeito da Rússia, país com o qual Washington rivalizou em 2014, sobretudo por conta da crise ucraniana, Obama destacou "o poder da força da diplomacia", caracterizando a Rússia como "isolada" e com a "economia em ruínas".

O chanceler russo, Sergei Lavrov, em resposta ao discurso de Obama, disse nesta quarta-feira (21) que os EUA se empenham em manter um rumo de confronto e "querem dominar o mundo". "A fala de Obama demonstra que o centro da filosofia dos EUA é só que ´somos o número um´ e todos os demais devem respeitar isso", assinalou o ministro das Relações Exteriores russo.

No que diz respeito à política doméstica, a tônica do discurso de Obama foi a superação da crise econômica iniciada em 2008, trecho que foi repetido pelo presidente mais de uma vez ao longo do evento.

Aproveitando-se da recuperação financeira, Obama pediu que o Congresso trabalhe por uma "economia para a classe média": seu objetivo é aumentar os impostos sobre as grandes fortunas e reduzir a pressão fiscal sobre a classe média.

Quanto aos direitos LGBT, o chefe da Casa Branca afirmou que o casamento gay, cuja validade jurídica é alvo de processos na Suprema Corte, "é a história da liberdade ao redor do nosso país". O discurso, embora pouco incisivo sobre o tema, foi histórico para a comunidade LGBT: pela primeira vez no discurso anual um presidente usou as palavras "transgênero" e "bissexual".

"Os norte-americanos condenam a perseguição a mulheres, minorias religiosas, ou pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneras", afirmou.

Sobre política imigratória, Obama pediu a aprovação de medidas que confirmem a tradição dos EUA como "um país de leis e um país de imigrantes". "Todos podemos reconhecer algo de nós mesmos em um jovem estudante perseverante e estar de acordo que ninguém se beneficia quando uma mãe trabalhadora é separada de seu filho", disse o presidente.

Em seu sexto e penúltimo discurso, Obama ainda arrancou risadas da plateia. "Não tenho mais campanhas para concorrer", iniciou Obama. "Sei disso, porque venci as duas", completou.

Sobre meio ambiente, o presidente norte-americano disse considerar as mudanças climáticas como a maior ameaça para as futuras gerações. "O Pentágono diz que a mudança climática traz riscos imediatos para a segurança nacional. Devemos agir diante disso", destacou o governante.

Itamaraty

O governo brasileiro parabenizou Obama, por ter ressaltado a necessidade de trabalhar para acabar com o embargo imposto a Cuba. Por meio de nota do Itamaraty, o governo informou: “O Brasil saúda esse passo positivo na desejada normalização das relações hemisféricas e no relacionamento entre os Estados Unidos da América e Cuba, dois países com os quais mantém relações históricas de amizade e parceria”.

Da Rede Brasil Atual 

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