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23 de Abril de 2015 | Notícias | Política

CUT intensifica luta contra PL 4.330

A CUT intensificou nesta quarta, dia 22, a luta contra o Projeto de Lei (PL) 4.330, que libera a subcontratação ilimi­tada e precariza as relações de trabalho. Até o fechamento da Tribuna, a previsão era que a Câmara dos Deputados concluísse, ontem mesmo, a análise e votação das emendas do PL, cujo texto-base já foi aprovado por 324 deputados no último dia 8.

“Esta aprovação significa que os empresários terão à disposi­ção um meio de simplesmente ignorarem a Consolidação das Leis do Trabalho [CLT]”, afirmou a coordenadora da Comissão das Metalúrgicas do ABC e diretora executiva do Sindicato, Ana Nice Martins de Carvalho (foto).

“O PL joga no lixo, com uma canetada do Poder Legis­lativo, a forte valorização que os salários dos trabalhadores conquistaram ao longo das últimas décadas”, prosseguiu a dirigente.

Em Brasília, militantes e dirigentes da CUT estiveram ontem, no aeroporto Interna­cional JK, pressionando parla­mentares que desembarcaram na capital do País para dizer não ao PL 4.330. Houve tam­bém concentração em frente à Câmara dos Deputados.

Defensora da precarização

Ao custo de uma quantida­de formidável de dinheiro para veicular uma peça publicitária no horário mais caro da tele­visão brasileira, a Federação das Indústrias de São Paulo, a FIESP, divulgou na noite da última terça, dia 21, um filme de 30 segundos onde seu pre­sidente, Paulo Skaf, afirma que a terceirização será importante aos trabalhadores. (veja o vídeo em http://goo.gl/xQrxLX)

“Como pode ser bom para o trabalhador colocar um inter­mediário entre ele e aquele que empregará sua mão de obra?

Para esse intermediário ser remunerado, o emprega­dor tem que pagar mais ou o empregado tem que ganhar menos, não temos dúvidas de qual será a opção dos patrões”, declarou.

“Esta propaganda men­te. Ela induz o espectador a crer que o PL se destina aos que já são terceirizados, quando, na verdade, ela serve para permi­tir que quem não é terceirizado seja jogado nesse regime. Não vamos permitir isso”, concluiu Ana Nice.

Da Redação 

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