PESQUISA / SUGEST�ES
RECEBA INFORMAÇÕES
15 de Maio de 2015 | Notícias

8º Congresso da categoria tem mais seis mesas de debates na tarde de sexta

No segundo dia do 8° Congresso dos Metalúrgicos do ABC, mais seis temas estiveram em debate no período da tarde. São eles: Comunicação, Saúde e Segurança/Cipa, Cultura, Igualdade Racial, Juventude e Meio Ambiente e Setor Automotivo. 

Comunicação

Foto: Edmilson Magalhães

O jornalista Altamiro Borges, do Blog do Miro, apontou dois caminhos para a batalha que os trabalhadores têm que enfrentar sobre o tema da Comunicação.

“Os trabalhadores têm que fortalecer seus meios de comunicação e se tornarem difusores da comunicação que esses meios produzem”, afirmou o jornalista.

“Além disso, precisam se unir para a luta pela regulamentação da mídia no Brasil”, completou.

Miro alertou os participantes para o monopólio da informação que existe no Brasil, com todo poder de comunicação nas mãos de apenas 7 famílias; a família de Roberto Marinho (fundador da Rede Globo), a família Abravanel, de Silvio Santos (SBT), a família Saad (Bandeirantes), a igreja de Edir Macedo (Record), a família Frias (Folha de S. Paulo), a família Mesquita (O Estado de S. Paulo) e a família Civita (Grupo Abril, que publica a revista Veja).

“O prejuízo que esses veículos de comunicação causam a classe trabalhadora é enorme e todos já se declararam a favor do PL 4330, que precariza as relações de trabalho”, disse.

O jornalista pediu aos presentes que assinem o documento do Fórum Nacional de Democratização das Comunicações, o FNDC, acessando o site www.fndc.org.br

 

Saúde e Segurança/Cipa

Foto: Edmilson Magalhães

Na mesa sobre Saúde e Segurança/Cipa, foram discutidas as questões de saúde do trabalhador, quem é responsável em caso de acidentes na fábrica, a importância das Cipas e da representação no local de trabalho.

“Não é só seguir as regras de segurança. É preciso construir novas referências porque o trabalho é muito mais complexo”, afirmou o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), Rodolfo Andrade de Gouveia Vilela.

Foi realizada uma dinâmica de grupo com argumentos sobre quem é o culpado em caso de acidentes de trabalho.

 “Muitos engenheiros e projetistas não valorizam o chão de fábrica e não reconhecem a experiência dos trabalhadores ao fazer um novo projeto”, disse.

 

Meio Ambiente e Cadeia Automobilística

 Foto: Adonis Guerra

A mesa Meio Ambiente e Cadeia Automobilística conseguiu travar os debates esperados durante o 8º Congresso dos Metalúrgicos do ABC: melhorar a eficiência energética na produção nacional. A atividade contou com a participação de Rodrigo Bolina, representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC.

O representante defendeu novas tecnologias de propulsão, que já são consideradas pelo governo federal e citou veículos híbridos e elétricos como o futuro na cadeia automobilística. “É preciso investir mais e seguir os grandes mercados mundiais, encabeçados pelo Japão, Estados Unidos, Coreia e Reino Unido”, declarou.

Rodrigo lembrou que, em 2005, cerca de 300 mil carros híbridos e elétricos eram produzidos em todo o mundo. A partir de 2013, esse número ultrapassa a marca de 1,8 milhão automóveis neste porte.

“Um avanço considerável, por isso o novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto, é um passo importante para melhorar a competitividade e qualidade dos veículos brasileiros, o fortalecimento da cadeia produtiva automotiva, desenvolvimento de fornecedores nacionais, estímulo à inovação, engenharia e melhoria da segurança”, concluiu.

 

Cultura

 Foto: Adonis Guerra

Na mesa sobre Cultura, o gestor de projetos da Secretaria de Cultura de São Paulo, Gil Marçal, explicou a importância do tema para transformar a sociedade.

“A cultura está presente no nosso dia a dia. Desde dar passagem para pedestre até postar selfie no Facebook. Por isso é importante refletir como a cultura acontece na nossa vida e despertar outro olhar sobre os assuntos presentes”, disse.

Gil ressaltou alguns elementos que fazem com que a população encontre outros mecanismos para ter acesso ao lazer. “A cultura dos transportes públicos no País é voltada ao trabalho, tanto que não funcionam na madrugada, assim como a falta de equipamentos públicos de lazer gratuitos. Então as pessoas desenvolvem mecanismos para estar em contato com a cultura”, contou.

A comunicação também foi destaque desta mesa de debates. “Nunca se leu e escreveu tanto, mesmo que seja errado. Nunca se distribuiu tanto jornal e revista gratuitos, além da internet que disponibiliza um mundo de conteúdo. O Facebook é outro instrumento fundamental nesse processo. O que antes torcíamos o nariz para as fotos e posts, agora percebemos que é um importante canal político-cultural”, afirmou Marçal.

 

Igualdade Racial

Foto: Edmilson Magalhães

No Brasil, o racismo e a carência de direitos para a população negra é reflexo ainda remanescente do período de escravidão. A opinião é do professor de jornalismo da USP (Universidade de São Paulo), Dennis Oliveira, palestrante da mesa de Igualdade Racial.

Para ele, a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, deixou os negros sem terras e condições de emprego. Atualmente, o racismo apresenta-se de forma ideológica no País.

“Não é só o preconceito do branco contra o negro, é uma ideologia que molda uma forma de governo opressora”, afirmou.

Um exemplo deste cenário destacado foi a forma com que a Polícia Militar atua, agindo com violência contra jovens negros, conforme mostrado pelo Mapa da Violência do País.

Juventude

Foto: Adonis Guerra

Na mesa temática Juventude, o coordenador de Políticas para Juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, o Claudinho, defendeu a necessidade de se pensar a juventude.

Segundo o coordenador, a juventude é diversa e possui muitos segmentos. Ele também lembrou que desde as manifestações de junho de 2013, os jovens brasileiros querem deixar isso bem claro.

“A juventude não está perdida, ela tem várias perspectivas. Se estivesse perdida, o mundo inteiro estaria”, afirmou.

 

00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: