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29 de Julho de 2015 | Notícias

Sem aparecer na mídia comercial, greve dos petroleiros tem adesão de 12 estados

A greve de 24 horas dos petroleiros contra o novo plano de Gestão e Negócios da Petrobras mobilizou 13 sindicatos filiados, alcançou 12 estados e envolveu trabalhadores diretos e ter­ceirizados de unidades operacionais de refino, plataformas marítimas, campos de produção terrestres, terminais da Transpetro, usinas de biodiesel, termoelétricas e áreas administrativas. Tudo isso sem que a mídia comercial noticiasse uma linha sequer.

A categoria decidiu parar por 24 horas na últi­ma sexta, em protesto contra o novo plano de negócios, que prevê cortes de US$ 89 bilhões – R$ 300 bilhões – nos investimentos e despesas da empresa, além de venda de ativos que poderá reduzir em US$ 57 bilhões – R$ 192 bilhões – o patrimônio da estatal.

Para a Federação Única dos Petroleiros, a FUP, isso significará o desmantelamento do Sis­tema Petrobras, colocando em risco empregos e conquistas sociais.

“Não tem cabimento a Petrobras apresentar para a sociedade brasileira um plano que visa todo esse encolhimento da companhia”, de­clarou o coordenador geral da Federação, José Maria Rangel. “Estamos chamando a atenção da categoria e da sociedade para combater essa ação”, prosseguiu.

A FUP e sindicatos filiados também lutam contra o Projeto de Lei 131, que pretende tirar a Petrobras da função de operadora única do pré-sal e acabar com a participação mínima de 30% que a empresa legalmente tem sobre os campos de petróleo desta região.

Para a Federação, a Petrobras está fazendo uma opção pelo mercado. “Sem papas na língua, os gestores deixaram claro o objetivo maior do Plano de Negócios 2015-2019, ao admitirem que a prioridade é reduzir o endividamento e aumentar a rentabilidade imediata para os acio­nistas. Não se importam nem um pouco com o desemprego em massa e a quebra da cadeia pro­dutiva da indústria nacional”, concluiu Rangel.

 Nota de solidariedade

Os Metalúrgicos do ABC se solidarizam aos companheiros pe­troleiros, que na última sexta-feira, dia 24, realizaram ato de paralisa­ção em todo o País, organizado pela Federação Única dos Petroleiros, a FUP.

O Sindicato repudia a demis­são de metalúrgicos, operários da indústria naval e da construção civil e petroleiros terceirizados, em função de obras paralisadas e inves­timentos suspensos pela Petrobras.

Reconhecemos, ainda, a amea­ça que a alteração da Lei do Pré-Sal, proposta pelo senador José Serra, do PSDB/SP, pode provocar ao Bra­sil, colocando em risco a soberania nacional e o emprego de milhares de trabalhadores.

Da Redação. 

 

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