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9 de Dezembro de 2015 | Notícias

Metalúrgicos do ABC dizem não à tentativa de golpe

Foto: Adonis Guerra

Os metalúrgicos do ABC participaram do ato em defesa da democracia, do desenvolvi­mento e do mandato da presi­denta Dilma Rousseff na tarde de ontem, no Rio de Janeiro. Cerca de 20 ônibus saíram do ABC na madrugada de ontem para defender a soberania do voto popular e protestar con­tra a tentativa de golpe.

O ato destacou o docu­mento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, uma agen­da positiva lançada em con­junto pelas centrais sindicais, entidades patronais e movi­mentos sociais no dia 3. O texto será entregue ainda este mês à presidenta Dilma.

“Que os trabalhadores saibam que os mesmos que estão pro­pondo o impeachment são os mesmos que propõem a retira­da de seus direitos. Por trás do impeachment existe a luta de classes”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, du­rante a plenária organizativa, em São Paulo.

“Tivemos, nos últimos anos, a ascensão da classe trabalhadora e do poder de compra. Os que propõem o impeachment são também os que votam leis contra as mu­lheres, os negros, as crianças e que colocam uma agenda retrógrada no Congresso”, aler­tou. “O impeachment interessa apenas aos reacionários. Eles construíram a corrupção por 500 anos. Não vai ter golpe e os trabalhadores vencerão”, prosseguiu.

De acordo com o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o discurso do impeachment ataca a democracia, o Estado de direito e desrespeita o voto popular que elegeu a presi­denta para dar continuidadeao governo democrático-po­pular e ampliar as políticas públicas que favorecem os mais pobres.

“A democracia e a igual­dade são valores muito im­portantes para nós, mas para haver distribuição de renda, alguns vão perder privilégios e é natural que isso incomodas­se. Cabe a nós, forjados na luta pela democracia, defender esse valor tão caro”, convocou.

Sérgio Nobre afirmou que o primeiro passo é encerrar a crise política. “Chega de tercei­ro turno, a hora é de o Brasil retomar o crescimento. Há muito a se fazer e não aceitare­mos imposições de um grupo que não respeita o resultado das eleições e que insiste em exterminar milhares de postos de trabalho, ao invés de propor saídas para o crescimento e desenvolvimento”, disse.

“É preciso uma bandeira úni­ca para impedir retrocessos. O golpe militar de 64 impediu o voto popular por mais de 20 anos e é um passado que não deve voltar nunca mais” concluiu.

Até o fechamento desta edição da Tribuna, o ato em defesa da democracia, com caminhada até a Cinelândia, ainda continuava.

No próximo dia 16, a mo­bilização da Central contra o impeachment será na Av. Paulista, em São Paulo, a par­tir das 17h, com caminhada até a Praça da República. A convocação é para todos os que defendem a democracia e a classe trabalhadora.

Da Redação. 

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