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22 de Março de 2016 | Notícias | Geral

Entidades religiosas lançam manifesto em defesa da democracia

CNBB e Coletivo Igreja Povo de Deus em Movimento divulgam notas contra o golpe

 

CNBB divulga nota sobre o momento atual do Brasil
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no último dia 10, durante coletiva de imprensa, nota sobre o momento atual do Brasil aprovada pelo Conselho Permanente, reunido na sede da Conferência em Brasília. 
 
Na nota, a CNBB manifestou preocupações diante do momento atual vivido pelo País. "Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade".
 
Ainda no texto, a Conferência recordou a necessidade de buscar, sempre, o exercício do diálogo e do respeito. "Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno", declara em nota.
 
Confira a íntegra do texto:
 NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL
“O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
 
Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.
 
A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade. 
 
As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.
 
O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.
 
Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.
 
Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11). 
 
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!
 
Brasília, 10 de março de 2016.
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

CNBB divulga nota sobre o momento atual do Brasil

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no último dia 10, durante coletiva de imprensa, nota sobre o momento atual do Brasil aprovada pelo Conselho Permanente, reunido na sede da Conferência em Brasília. 

Na nota, a CNBB manifestou preocupações diante do momento atual vivido pelo País. "Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade".

Ainda no texto, a Conferência recordou a necessidade de buscar, sempre, o exercício do diálogo e do respeito. "Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno", declara em nota.

Confira a íntegra do texto:

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

“O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).

Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.

A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade. 

As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.

O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.

Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.

Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11). 

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!

Brasília, 10 de março de 2016.
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Nota do Coletivo Igreja Povo de Deus em Movimento sobre o momento político atual
“Se calarem a voz dos profetas as pedras falarão”
A Igreja Povo de Deus em Movimento, coletivo de paróquias, comunidades, leigos e leigas, religiosos e religiosas e padres, subscreve esta carta na dolorosa situação política que assola o País.
Unidos ao espírito profético das notas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI), da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IECLB) e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) viemos a público manifestar à todo o povo brasileiro em especial a todas as comunidades de fé a importância da defesa da democracia. 
Para isso, conclamamos o povo: 
1- A termos repúdio a qualquer ato de intolerância e ódio que estão se espalhando sobre nossas cidades contra pessoas de movimentos sociais e da esquerda, pois isso só visa uma convulsão social e a barbárie. Não podemos vacilar: A via da igualdade é outra. 
2- A termos consciência de que a mídia do nosso país enriqueceu no período “obscuro da nossa história” chamado ditadura civil-militar. E que a mídia serve a interesses econômicos daqueles que não são gente humilde e simples trabalhadora. Não podemos vacilar: A via da informação é outra.
3- A termos serenidade de que nossos juízes precisam ser firmes no estado de direito na luta contra a corrupção no país e que isso passa pelo não vazamento seletivo de informações como vem sido feito. Não podemos vacilar: a via da justiça é outra. 
4- A termos esperança que a democracia é o melhor caminho para vencermos a corrupção, e portanto, devemos lutar para que a operação Lava Jato tenha um caráter republicano (punindo quem tem provas de ilegalidade) e não pirotécnico visando auto promoção de um ou outro “herói da nação”. Não podemos vacilar: A via da democracia é outra.
5- A termos paixão pela coisa pública pedindo aumento do investimento público ao contrário de toda e qualquer privatização que visa o lucro dos mais ricos. Não podemos vacilar: a via do povo é outra.
6- A termos políticas sociais cada vez maiores como programas que garantam a
subsistência dos mais pobres, vencendo o ódio contra pobre. Não podemos vacilar: a via dos direitos sociais é outra.
7- A termos sororidade e fraternidade com mulheres, negros, jovens e pobres que sofrem da violência do estado e das instituições e lutar pela consolidação dos direitos humanos ainda sem lugar no debate público. Não podemos vacilar: A via da humanização é outra.
8- A termos organização popular para saber que os movimentos que convocam o povo as ruas pelo impeachment são patrocinados por políticos de conhecida conduta de perseguição aos direitos humanos como foi visto em suas falas na paulista esse domingo. Não podemos vacilar: A via para lutar contra os ataques aos trabalhadores é outra.
Cremos “em novo céu e nova terra” a partir de outra via e indicamos fortalecimento nas ruas das frentes nacionais de mobilização do povo conhecidas como Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular e também a 25ª Caravana dos Movimentos Sociais da Zona Leste para Brasília. É por aí que lutaremos pela igualdade de mulheres, negros, indígenas e pobres por efetivação da educação, saúde, emprego e investimentos em avanços socioeconômicos que respeitem a terra, as brasileiras e os brasileiros.
Proclamamos como a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 a firmeza do profeta Amós que sonha: “quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24). A via do direito a da justiça a partir da voz do nosso povo não nos afastará em construir uma sociedade nova.
Igreja Povo de Deus em Movimento.
São Paulo, 17 de março de 2016.

 

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