PESQUISA / SUGESTÕES
RECEBA INFORMAÇÕES
13 de Abril de 2018 | Notícias

Acordo Mercosul e União Europeia - Governo quer que o Brasil seja o ´primo-pobre´

Foto: Divulgação

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, esteve no Senado na quarta-feira, dia 11, para solicitar uma audiência pública sobre os acordos bilaterais em discussão pelo governo, entre eles o de livre comércio Mercosul e União Europeia.

“Um acordo dessa importância, que está prestes a ser fechado pelo governo federal sem qualquer discussão com a sociedade, com certeza vai gerar um forte impacto negativo nos empregos em nosso País com os grandes prejuízos que causará à indústria brasileira”, afirmou.

Wagnão fez o pedido de audiência pública ao presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Fernando Collor (PTC-AL).

“O senador confirmou que vai fazer a audiência assim que a matéria chegar ao Senado e sugeriu que procuremos as outras comissões que também analisarão o acordo”, contou. “Vamos continuar conversando com todos os representantes que estão no processo de negociação e ocupar os espaços possíveis para pontuar as preocupações dos trabalhadores com a desindus­trialização brasileira”, prosseguiu.

“Este acordo é o típico primo-pobre e primo-rico, sendo que o Brasil é o primo cada vez mais pobre. O acordo favorece apenas o agronegócio brasileiro e as indústrias na Europa, com riscos dos empregos de qualidade ser exterminados no País”, alertou.

A negociação entre Mercosul e União Europeia teve início há quase 20 anos e ficou congelada praticamente durante todo esse período. No segundo semestre do ano passado, o governo intensificou as ações para tentar fechar o acordo. O imposto de importações atual, de 35%, será zerado se for concretizado.

Dirigentes do Sindicato estiveram, no dia 27 de março, em reunião no Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, com o embaixador brasileiro Ronaldo Costa, responsável pelas negociações entre os blocos. O embaixador garantiu que os tra­balhadores terão assento e acesso às informações do processo.

Os Metalúrgicos do ABC têm feito o alerta sobre o atraso que a medida representa para a indústria nacional desde que o governo retomou o assunto. Na discussão sobre o Rota 2030, em setembro de 2017, com a participação de integrantes do governo e empresários, o Sindicato ressaltou que o acordo pode trazer retrocessos ao País.

O País está sem Regime Automotivo, já que o Inovar-Auto acabou em dezembro do ano passado e o Rota 2030, com di­vergências dentro do próprio governo, ainda não foi finalizado.

“Juntos, o acordo de livre comércio e a falta de uma política automotiva podem trazer de volta a enxurrada de veículos importados ao País”, concluiu.

Da Redação. 

00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: