PESQUISA / SUGESTÕES
RECEBA INFORMAÇÕES
13 de Junho de 2018 | Notícias

Wagnão dá aula sobre estrutura sindical para mestrandos em Brasília

Foto: Divulgação

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, participou no último dia 5 de uma conversa com os alunos do curso de mestrado em di­reitos sociais e processos rei­vindicatórios do Instituto de Educação Superior de Brasília, IESB, na capital federal, a con­vite do professor e ministro do Tribunal Superior do Trabalho, TST, Augusto César Leite de Carvalho.

Devido ao interesse dos alunos e a complexidade do tema, a atividade que a prin­cípio seria uma conversa de uma hora, virou uma aula sobre organização sindical, com mais de três horas.

Na oportunidade, Wagnão falou sobre o funcionamento e a estrutura do Sindicato, a origem e atuação dos Comitês Sindicais de Empresa e das Comissões de Fábrica e detalhou como elas impactam nos processos de negociação coletiva.

“Não existe uma negociação anual marcada para discutir data-base, a discussão aconte­ce todos os dias no cotidiano da fábrica. Ter um grupo que acompanha os acordos nos permite avançar em pautas que normalmente não avançam em outros sindicatos. A Diretoria Executiva e o Conselho da Direção podem discutir o Rota 2030, por exemplo”, explicou.

“Ter o CSE na base também nos permite esse contato com pessoas que exercem o direito nos tribunais, discutir reno­vação de frota, regionalidade, saúde, educação. Os modelos tradicionais de sindicato, com direção reduzida, não têm essa condição”, reforçou.

O presidente também falou sobre como essa representação exerce a resistência no dia a dia contra a implementação da reforma Trabalhista. “A reforma estabelece a comissão indicada pelo patrão e possibilidades de fazer acordo direto com o trabalhador com redução de direitos. A organização no local de trabalho evita isso”.

Outro assunto abordado foi o financiamento sindical. “De­fendemos que são os trabalha­dores que devem sustentar os sindicatos, porém o que vimos foi um golpe contra o movi­mento sindical, o fim do finan­ciamento sem uma substituição gradativa que pudesse preparar os sindicatos para isso”.

Wagnão lembrou que a realidade dos Metalúrgicos do ABC é desconhecida por eles, por isso tamanho interesse. “Os processos que chegam à mesa deles são de trabalhadores muito carentes, diferente da categoria. Nós evitamos muitos desses processos no interior das fábricas, na negociação, na defesa dos direitos dos traba­lhadores”.

Da Redação. 

00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: