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6 de Julho de 2018 | Notícias

Campanha Salarial 2018: Luta no Sindicato e nas fábricas

 

Foto: Adonis Guerra

Os metalúrgicos do ABC aprovaram os eixos e o tema da Campanha Salarial 2018 em Assembleia Geral ontem, na Regional Diadema.

O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, explicou os quatro eixos da Campanha Salarial.

“O 1º é ‘Convenção Coletiva é direito’. As cláusulas sociais são a resistência em defesa das conquistas para impedir a reforma Trabalhista”.

O 2º eixo é ‘Participação é democracia’, o 3º, ‘Salário é emprego’ e o 4º, ‘Reposição integral da inflação e aumento real’. “A FEM-CUT, se tiver o apoio da categoria, só vai assinar acordo que tenha aumento real”, defendeu.

O tema da Campanha Salarial dialoga diretamente com os quatro eixos e é um chamado a toda categoria: ‘Se você acha que o Sindicato pode fazer mais, faça com a gente’.

O secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, avaliou que o cenário é desfavorável aos trabalhadores. Ele citou um caso em Extrema, Minas Gerais, onde já existe trabalhador terceirizado na linha de produção.

“Precisamos reverter o quadro e defender a Convenção. Antes tinha a ultratividade, se as partes não entrassem em acordo, o antigo continuaria a valer. Hoje as cláusulas sociais têm a mesma importância que as econômicas”, alertou.

A secretária da Mulher da FEMCUT, Andrea Ferreira de Sousa, a Nega, falou sobre os perigos da reforma. “Quantos já não estão mais no pé da máquina, quantos estão desempregados? Se não nos empenharmos na Campanha, perderemos todas as conquistas”, disse.

Para o coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, a categoria tem unidade para avançar. “Os golpistas aniquilaram a CLT com a reforma Trabalhista e agora os grupos patronais querem aniquilar as Convenções Coletivas, mas nós não permitiremos”, defendeu.

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, ressaltou as dificuldades do momento. “Estamos vendo o massacre que a classe trabalhadora está sofrendo com as ofensivas impostas por esse governo golpista. Vamos fazer a luta necessária”.

“Querem que a gente engula o sapo da Fiesp, mas não vamos engolir’, disse o coordenador da Regional de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos.

Os trabalhadores estão convocados para o Dia Nacional de Luta em 10 de agosto. “Amanhã (hoje) completam 90 dias da prisão política de Lula, que mudou a história do nosso País”, lembrou o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, Paulo Cayres, o Paulão. “Temos que ir para as ruas dar a resposta contra os ataques”, convocou.

Os companheiros nas montadoras, que já tem acordos de Campanha Salarial, participaram da assembleia em solidariedade.

Rota 2030

Temer anunciou ontem o novo regime automotivo do País, o Rota 2030. “O programa não incentiva o conteúdo local nem a indústria nacional. O pacote de benefícios às empresas não tem contrapartida de emprego ou regra de importação de veículos ”, criticou Aroaldo.

“O Inovar-Auto foi construído com sindicatos, governo, empresas e universidades. O Rota 2030 ouviu só a Anfavea, o sindicato patronal das montadoras. Nem o Sindipeças, patronal de autopeças, foi ouvido, já que querem importar tudo”, concluiu.

Assembleias de mobilização

Ontem, durante o dia, o Sindicato realizou assembleias de mobilização para o início da Campanha Salarial com os trabalhadores nas empresas IGP, em Diadema, e Toledo e ZF em São Bernardo.

Foto: Adonis Guerra

“Temos que brigar pela renovação das cláusulas sociais, só assim vamos barrar a implementação da reforma Trabalhista. É preciso unidade para demonstrar ao patronal que não estamos de brincadeira nessa Campanha”. Coordenador de área e CSE na IGP, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua

Foto: Adonis Guerra

“O trabalhador na ZF está mobilizado e preparado para a luta, consciente de que a Campanha tem que ser fechada antes do dia 31 de agosto, já que é muito arriscado entrar setembro sem a ultratividade e sem nossa Convenção Coletiva assinada”. Coordenador de área e CSE na ZF, Jonas Brito.

Foto: Edu Guimarães

“Só com a unidade e pensando no coletivo vamos conseguir barrar essa gana dos empresários para a retirada de direito dos trabalhadores. É bem provável que esta seja a Campanha Salarial mais difícil dos últimos anos”. Coordenador de área e CSE na Toledo, José Caitano Lima.

Da redação

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