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18 de Outubro de 2018 | Hot Site | Saúde

Alto índice de cesarianas

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Um dos temas do 32º Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia, realizado no dia 14 de outubro no Rio de Janeiro, foi a redução do número de cesáreas no Brasil.

Embora as taxas de cesáreas no Brasil venham se mantendo estáveis nos últimos anos, ainda são muito altas no país. Somente no Sistema Único de Saúde, a taxa de cesáreas alcança 42% do total de partos. Nos hospitais particulares, os números chegam a 80%. A média mundial é de 21%, mas a OMS preconiza uma taxa entre 10% e 15%.

Alguns fatores contribuem para a alta taxa de cesáreas no país. A primeira é o desejo da paciente. Outro ponto é que as mulheres estão engravidando pela primeira vez tardiamente, o que aumenta a chance de surgir indicação de cesariana.

Já existem algumas iniciativas para mudar essa taxa, como a inserção da enfermeira obstétrica e da obstetriz. As maternidades brasileiras que inseriram estes profissionais na equipe, aumentaram em 8% o total de partos naturais em um ano.

Outra ação é qualificar e ampliar a atenção obstétrica e neonatal em hospitais de ensino, universitários ou que atuam como unidade auxiliar de ensino. Infelizmente muitas cesarianas são mal indicadas. Elas são agendadas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, o que faz aumentar a quantidade de bebês que vão nascer prematuros.

A mulher deve ter total liberdade de escolher a via do seu parto. Porém, por desinformação, muitas mulheres temem o parto vaginal. A maioria delas tem medo da dor e de possíveis complicações para o bebê, quando na realidade é justamente o contrário: o risco de desenvolvimento de problemas tanto para a mãe quanto para a criança são maiores nas cesarianas.

Comente este artigo. Envie um e-mail para dstma@smabc.org.br

Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente

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