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6 de Novembro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - Aposentadoria: Não vamos virar o Chile

O modelo de previdência aprovado durante a ditadura militar de Augusto Pinochet no Chile privatizou toda a previdência chilena. Hoje a medida está levando a que o Chile tenha a mais alta taxa de suicídios de idosos da América Latina, com 17,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Esse é o resultado prático, claro e óbvio do destino de um Estado que não se preocupa com o bem estar social de quem tanto lutou e trabalhou para ter sua aposentadoria digna e decente.

A medida foi adotada em 1981 no Chile e a intenção do atual governo é fazer uma nova reforma porque a situação dos idosos está insustentável.

O Chile tem sido a referência do futuro ‘super-ministro’ Paulo Guedes como modelo de previdência a ser implementado no Brasil, que não serviria nem para a vovozinha dele.

Se quiser mexer com a Previdência, que comece a cobrar a dívida de R$ 450 bilhões que as empresas devem para a Previdência brasileira. 

Como é no Chile

Após 37 anos da implantação, apenas metade dos trabalhadores conseguiram se aposentar. E como a maioria ganhava salários baixos, ficou grandes períodos desempregada ou não conseguiu fazer uma poupança com recursos suficientes, 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a R$ 694 – o piso nacional do Chile é de R$ 1.575,66.

Cada trabalhador faz a sua própria poupança, que é depositada em uma conta individual nas Administradoras de Fundos de Pensão, AFPs, que podem investir no mercado financeiro. Das seis empresas que atuam no Chile, cinco são controladas por multinacionais.

Na prática, isso significa que o valor da aposentadoria de um trabalhador depende do rendimento que a conta individual dele tiver. Os trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por, no mínimo, 20 anos para se aposentar. A idade mínima para mulheres é 60 e para homens, 65. Não há contribuições dos empregadores nem do Estado.

Da Redação.

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