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23 de Novembro de 2018 | Hot Site | Formação

Por que é importante discutir nas aulas a cultura africana?

Um princípio fundamental da escola é ensinar que a diversidade deve ser respeitada. Se partirmos deste valor, olharemos com mais cuidado para os “diferentes”, e descobriremos que, para além dos estereótipos, estamos “nós”.

Falar sobre cultura africana não significa falar sobre costumes de um povo de um continente distante. Mas sim nos fazer reconhecer como cidadãos que as tantas histórias de vida presentes nas salas de aula, e a de seus antepassados, contém as memórias de nosso próprio país. Um país cuja matriz afro-brasileira é uma das essências em sua formação como nação.

O fato é que algumas destas diferenças se revelam como desigualdades, e a cor é uma delas.

Entre negros e brancos os dados são gritantes. Segundo IBGE 2017, o rendimento médio de todos os trabalhos tem a seguinte distribuição: brancos R$ 2.814; pardos R$ 1606; pretos R$ 1.570. Quando a pergunta é sobre trabalho infantil (5 a 7 anos), no ano de 2016, tínhamos: brancas 35,8%; pretas ou pardas 63,8%.

Estudar e reconhecer a história desta desigualdade, assim como o racismo presentes nas relações sociais, é o primeiro passo para consolidar um equilíbrio social.

Além disso, olhar para os valores presentes na cultura africana significa trazer à tona a beleza, os princípios, os costumes de que foram privados povos que em determinado momento histórico foram colocados em situação de escravidão. É reconhecer uma dívida histórica e valorizar o que perdemos por não termos nos encontrado como povos irmãos.

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Departamento de Formação

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