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1 de Fevereiro de 2019 | Notícias

Desigualdade: 26 bilionários concentram a mesma riqueza de 3,8 bilhões de pessoas no mundo

A fortuna deste seleto grupo aumentou 12% no último ano, enquanto a da população mais pobre caiu 11%

Um levantamento da Oxfam International, ONG que tem como objetivo combater a pobreza em todo o mundo, divulgado no último dia 21, aponta que os 26 maiores bilionários do mundo somaram uma fortuna de US$ 1,4 trilhão no ano passado, a mesma quantia dividida pela parte mais pobre da população, estimada em 3,8 bilhões de pessoas.

Os dados, apresentados durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, mostram que o planeta nunca teve tantos bilionários: atualmente são 2.208. A riqueza deste seleto grupo aumentou 12% no último ano, US$ 2,5 bilhões ao dia, enquanto a riqueza da população mais pobre caiu 11% no mesmo período.

Isso mostra que houve um agravamento da distribuição de renda nos últimos anos. Em 2017, era preciso somar a riqueza das 47 pessoas mais ricas do mundo para se equiparar com as das mais pobres.

Segundo a entidade internacional, o resultado da pesquisa mostra que a crescente desigualdade entre ricos e pobres está minando a luta contra a pobreza, prejudicando as economias mundiais e alimentando a "ira pública".

“As medidas adotadas no Brasil, no último período, como a reforma Trabalhista, a tentativa de reforma da Previdência e a PEC dos Gastos demonstram agravamento da concentração de renda. Então, cada vez que lutamos contra os congelamentos dos gastos e as reformas, estamos lutando pela diminuição das desigualdades sociais”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva.

O secretário enfatizou que o relatório aponta um cenário que se repete em vários lugares do mundo. “A precarização do trabalho acontece no mundo todo, com retirada de direitos e as alterações nos sistemas de seguridade social. As grandes empresas, nas mãos dos grupos financeiros, pregam mais desigualdade e mais competição entre os países para concentrar mais renda”.

“Esses 26 mais ricos, a cada dia querem gerar mais lucros às custas da miséria, da fome e da morte de trabalhadores e trabalhadoras e do povo de forma geral. Vimos isso claramente no caso da Vale, em Minas Gerais. A questão lá não é só a competitividade, a Vale fazia as barragens de forma mais barata para aumentar ainda mais o lucro, que já era exorbitante. Essa ganância vai de encontro ao estudo da Oxfam”, pontuou.

Subfinanciamento

A Oxfam também revelou que os serviços públicos sofrem de falta crônica de recursos, ou são terceirizados para empresas privadas “que excluem as pessoas mais pobres”.

“Todos os dias, 10 mil pessoas morrem porque não têm acesso a cuidados de saúde acessíveis. Nos países em desenvolvimento, uma criança de uma família pobre tem duas vezes mais probabilidade de morrer antes dos cinco anos do que uma criança de uma família rica. Em países como o Quênia, uma criança de uma família rica gastará o dobro do tempo em educação de uma família pobre”, mostrou o estudo.

O relatório afirma que os governos subfinanciam cada vez mais os serviços públicos e subtributam os ricos. “Os pobres sofrem duplamente, com a falta de serviços essenciais e também ao pagar uma carga maior de impostos”, afirmou a diretora executiva da Oxfam, Winnie Byanyima.

Da redação

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