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7 de Fevereiro de 2019 | Notícias

Sindicato inicia assembleias de mobilização contra novo modelo de reforma da Previdência

Companheiros na Rassini aprovam disposição de luta. Centrais preparam assembleia geral para o próximo dia 20 na Sé

Fotos: Adonis Guerra

O Sindicato deu início ontem a uma série de assembleias nas empresas da base para conversar com os trabalhadores sobre o modelo de reforma da Previdência que o governo Bolsonaro pretende implantar.

A primeira foi na Rassini, em São Bernardo, onde a disposição de luta para combater a proposta foi aprovada por unanimidade. Hoje as conversas ocorrem na Toledo, em São Bernardo, e na Delga, em Diadema.

Antes de iniciar o debate sobre a Previdência Social, o secretário-geral Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, destacou a onda de retirada de direitos, consequência da reforma Trabalhista e lembrou as ameaças sofridas pelos trabalhadores na GM, em São Caetano, Dura Automotive, em Rio Grande da Serra, e a luta dos companheiros na Ford, em São Bernardo.

“É importante ficarmos atentos à nova flexibilização de direitos trabalhistas. Aqui conseguimos nos proteger por causa da Convenção Coletiva, mas se olharmos para outras partes do Brasil, vamos perceber que muitos direitos já foram flexibilizado. Só na região do ABC, desde o ano passado, diversos setores, inclusive da indústria, só contratam com jornada intermitente. A média salarial desse pessoal é de R$ 600. Se uma empresa pauta flexibilização aqui, outra pauta ali, logo ficamos encurralados e uma hora chega na gente”, alertou.

O dirigente destacou que o maior problema desse modelo que o governo quer empurrar goela abaixo dos trabalhadores é o sistema de capitalização, que é finito.

“A maior preocupação do governo Temer era o aumento da idade de aposentadoria para 65 anos e o período de contribuição de 40 anos, o que já é um grande absurdo. Agora o debate piorou, o problema do projeto que querem mandar para o Congresso Nacional é que cada um será responsável por sua aposentadoria. O grande mal de um sistema de capitalização como esse é que o recurso é finito, acaba antes de o trabalhador morrer”, reforçou.

Aroaldo explicou que o projeto é o mesmo que vigora no Chile, o qual teve participação à época do atual ministro da economia, Paulo Guedes, e onde o número crescente de suicídio de idosos alarma o país. O motivo é que o recurso acumulado pelos trabalhadores acaba antes que eles cheguem ao fim da vida.

“O Sindicato e a CUT entendem que o debate sobre as mudanças na aposentadoria precisa ser feito com toda a população, um governo não pode sozinho querer mudar o destino de todos os trabalhadores do país. Se deixarmos passar esse modelo de reforma da Previdência, vamos jogar o Brasil para o abismo e caminhar para a miséria absoluta”, finalizou.

O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, convocou os trabalhadores para a Assembleia Geral Popular no próximo dia 20 (detalhes na página 2). “Já somos vítimas da reforma Trabalhista e agora o que está em pauta é o fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. As centrais já estão se organizando e nós vamos precisar de muito movimento, organização e união”.

“O desafio está colocado, e para enfrentar mais esse ataque vamos precisar da mobilização e luta de todos os companheiros”, chamou o CSE na Rassini, Antônio Elandio Bezerra, o Nando.

 

 

 

Da redação

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