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8 de Março de 2019 | Notícias

8 de março é dia de ir pra rua lutar por direitos

Foto: Adonis Guerra 8/3/2018

Neste 8 de março, Dia Inter­nacional das Mulheres, a luta das brasileiras é contra esse go­verno fascista, por Marielle, em defesa da Previdência, demo­cracia e direitos. Em São Paulo a concentração para o ato será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h.

A Comissão das Metalúrgi­cas do ABC estará presente representando as trabalhado­ras, chamando a atenção da sociedade para os retrocessos que esse governo representa para as mulheres e em repúdio a qualquer tipo de violência.

“Desde o início do proces­so eleitoral, sabíamos que este governo machista e misógino seria cruel com as mulheres. A escolha de Damares Alves como ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos foi só início do que viria em seguida. Agora estamos dian­te de uma proposta do que consideramos ‘deforma’ da Previdência que nos prejudica ainda mais”, criticou a coor­denadora da Comissão das Metalúrgicas do ABC, Andrea Ferreira de Sousa, a Nega.

Na proposta inicial apre­sentada pelo governo, a idade mínima para uma mulher se aposentar seria de 62 anos, tanto para iniciativa privada quanto do setor público. Na semana passada Bolsonaro sinalizou que aceita reduzir a idade mínima para 60 anos.

“Mesmo com esse recuo, ainda seremos as mais pre­judicadas. O aumento da idade mínima desconsidera as desigualdades do mercado e a dupla ou a tripla jornada, porque os cuidados com a família, infelizmente, ainda não são divididos pela maio­ria dos homens. O direito de aposentar antes é apenas uma tentativa de diminuir essas diferenças. Precisamos pressionar o Congresso e não deixar passar essa reforma”, ressaltou a dirigente.

“Nosso protesto também é pela vida das mulheres, contra qualquer tipo violência. A cada dia ficamos mais horrorizadas com os casos de feminicídio, só este ano já foram mais de 130 mulheres assassinadas no Brasil, além das tentativas de homicídio. Casos moti­vados pelo fato dos homens acharem que a mulher é sua propriedade. Já passou da hora de a sociedade entender que somos livres, exigimos respeito e justiça”, destacou Geane de Sousa Silva, CSE na Revoluz, em Diadema, empresa na qual uma companheira foi assassi­nada em 2017 quando chegava para trabalhar.

Da Redação. 

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