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11 de Abril de 2019 | Notícias

Vamos levantar a cabeça e dizer não à reforma

Diretor do Sindicato chama a atenção dos companheiros para refletir sobre o que a reforma da Previdência representa. Proposta avança na Comissão da Câmara dos Deputados.

Os trabalhadores na GL, em Diadema, aprovaram o encaminhamento de fazer a luta necessária para barrar a reforma da Previdência em assembleia no dia 9.

No mesmo dia, o relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), do mesmo partido de Bolsonaro, desconsiderou a Constituição Federal e apresentou parecer favorável à proposta. Caso o texto seja aprovado na CCJ, será analisado por uma Comissão Especial a ser criada no Congresso. 

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, reforçou aos companheiros a importância de dialogar sobre os assuntos que interferem na vida da classe trabalhadora.

Vai tomar surra?

“Primeiro é importante que as pessoas reflitam e tenham uma tomada de consciência. O povo brasileiro não merecia passar por tudo isso. A gente vai ficar tomando surra o tempo todo, no sentido de aceitar retirada de direitos dos trabalhadores? Ou vai resistir, fazer a luta junto e dizer que não quer essa reforma. A proposta vai levar os brasileiros à miséria. Não sou eu que estou inventando, pesquise e leia sobre a proposta.”

Se passar, vai ser mais fácil ficar ainda pior

“Outra coisa terrível é que a proposta desconstitucionaliza a Previdência, ou seja, retira a Previdência da Constituição brasileira. Hoje, para fazer uma reforma como esta, que muda a vida dos brasileiros, o governo precisa de pelo menos 308 votos na Câmara. Se a reforma passar, só vai precisar de maioria simples de quem estiver no plenário. Vai ser muito mais fácil e rápido mudar para pior.”

Que agonia é essa?

“É mentira esse rombo que dizem ter na Previdência e é mentira que se não tiver a reforma, vai quebrar. Temos que lembrar que a PEC da Morte, que congela os investimentos públicos por 20 anos em saúde, educação, segurança pública, já foi aprovada. Então, se o governo não pode gastar nessas áreas, pra que essa agonia de economizar? Esse R$ 1 trilhão que dizem que vão economizar durante 10 anos com a reforma é para pagar juros da dívida pública. É para atender os interesses dos fundos de previdência privada e dos banqueiros.”

Com dívida, o governo ainda tira 30%

“Ainda existe a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo retirar receitas da Previdência. Antes eram 20%, mas com Temer passou para 30% da receita. Então se você tem uma dívida em casa, se o orçamento está comprometido, você não tira 30% de onde não tem. Olha a contradição! Se existe o déficit na Previdência, qual o motivo de tirar 30% para outras coisas?”

Desemprego + desindustrialização = déficit

“A receita da Previdência é tripartite hoje: o governo entra com impostos, empresário entra com uma parte e trabalhador com a outra. O país tem 13 milhões de desempregados. Se não considerar quem fez um bico ou outro, esse número sobe para 30 milhões de desempregados.

Se 30 milhões de pessoas deixaram de contribuir, também são 30 milhões da parte dos empresários que deixaram de contribuir. São 30 milhões de pessoas que deixaram de comprar, de girar a economia e pagar outros impostos que vão para a Previdência Social. A reforma é contraditória.

Temos que falar em desenvolvimento focado no crescimento da indústria nacional, para gerar emprego, a economia girar e ter receita na Previdência. Tanto é que até 2015 não tinha déficit na Previdência.”

Da Redação. 

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