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10 de Maio de 2019 | Notícias

Desafios 6.0

Hoje vivemos um dos momentos mais críticos da nossa história, pois além dos desafiosde defender melhores condições de trabalho e melhores salários, temos o desafio de lutar pelo futuro do nosso emprego e da indústria nacional.

O ABC e o Brasil estão sofrendo com a desindustrialização, ocasionada pela falta de uma política industrial do governo. A falta de comprometimento das esferas públicas em relação à indústria pode ocasionar a sua extinção.

Qual será o futuro da nossa região? Pois a única certeza que temos é que sem indústria o ABC não sobreviverá.

Aliado a isso, dentro da nova geopolítica da indústria, o país passa longe de ser um centro de investimento das novas tecnologias. Com essa lógica, o Brasil estará fadado a ser só um fornecedor de minérios, produtos agrícolas e energia, sem desenvolvimento da tecnologia, engenharia e inteligência, que gera os melhores empregos com melhores salários.    

Nosso Sindicato construiu diversas iniciativas e lutas pela permanência dos empregos na região. Também pressionamos os governos de todas as esferas por uma política industrial.

Além dos problemas do emprego e da industrialização, temos que refletir como será o novo sindicato.

No momento que sofremos ataques diretos à atuação dos dirigentes e da categoria, ao financiamento sindical, e à organização das nossas lutas, existe a necessidade de construir uma nova forma de atuação e da estrutura sindical.

Precisamos dar conta dos desafios da nova indústria, das novas formas de empregos e dos novos anseios dos trabalhadores.

Ainda mais agora que a democracia está em risco, pois a cada dia perdemos a autonomia no local de trabalho, a democracia econômica e estamos chegando ao momento de, se não cuidarmos, perderemos a democracia política.

Outro desafio é a constituição de um Contrato Coletivo Nacional por meio da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT. Para além disso, a constituição de uma Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, por meio do macrossetor da indústria da CUT.  

A geração que agora chega às fábricas, juntamente com aqueles que construíram toda essa nossa história, tem a obrigação e a necessidade de refletir sobre esses desafios e não deixar essa categoria morrer nem física nem historicamente.

Os desafios são muitos, mas a nossa vontade de construir juntos um país e um mundo mais justo, mais igualitário e mais solidário nos permitirá seguir adiante. Essa história não acabará aqui. Vamos encarar como sempre encaramos, com muita luta, mobilização e organização.

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Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
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TRIBUNA METALÚRGICA


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