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15 de Maio de 2019 | Notícias

Reforma Trabalhista aprovada no México fortalece organização sindical e melhora condições de trabalho

Por 30 anos, governos neoliberais mantiveram país refém de sindicatos pelegos que só favoreciam empresas

 

O projeto de reforma trabalhista aprovado no México no final do mês passado, no governo de Andrés Manuel López Obrador, do partido Morena, fortalece a liberdade sindical, a justiça trabalhista e melhora as condições de trabalho. 

A nova legislação determina que cada sindicato seja eleito pelo voto secreto de cada trabalhador e também implica mudanças na justiça trabalhista, com a criação de instituições parecidas com as nossas extintas "delegacias regionais do trabalho" para solucionar rapidamente conflitos entre trabalhadores e empresas.

O secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, CNM-CUT, Maicon Michel Vasconcelos da Silva, lembra que as três últimas décadas de neoliberalismo no país, comandado por governos de direita, acabaram com a organização sindical e com todas as estruturas sociais do trabalho.

“Depois de 30 anos, de políticas governamentais neoliberais, os governos de direita mantiveram o custo de mão de obra do trabalhador mexicano o mais baixo da América Latina, o que gerou muito lucro para os patrões. Para os trabalhadores ficou o subemprego, os baixos salários, jornadas de trabalho extenuantes e a precarização”.

Para colocar esse plano em prática, uma das primeiras ações dos governos de direita foi acabar com a organização legítima dos trabalhadores. “Perseguição de lideranças, fechamento de sindicatos, formação de chapas bancadas pela empresa, cassação do registro, mudanças nas leis que dificultavam a filiação dos trabalhadores ao sindicato, campanhas publicitárias bancadas por empresários para desacreditar a representação sindical, enfim, valia tudo para enfraquecer ou acabar com a resistência dos trabalhadores e garantir esse modelo de máxima exploração”.

“A aprovação dessa reforma é uma evolução enorme, já que os trabalhadores não podiam escolher a diretoria do seu sindicato pelo voto secreto, direto e democrático. A CNM-CUT entende que a aprovação da liberdade e autonomia sindical para o povo mexicano será um grande estímulo para que se criem pautas autênticas que melhorem realmente a vida dos trabalhadores”, comemorou.

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