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12 de Junho de 2019 | Notícias

Trabalhadores na base vão parar dia 14

Mobilização nas fábricas convoca para a luta contra a reforma da Previdência. Ninguém trabalha na sexta-feira.

Em assembleias realizadas ontem, os companheiros nas empresas Resil, Delga e Continental Parafusos, em Diadema, ZF e Selco, em São Bernardo, e MTR Topura, em Ribeirão Pires, aprovaram a luta contra a reforma da Previdência e a participação na Greve Geral na sexta-feira, dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais.

Resil

Na Resil, o CSE na empresa, José Domingos dos Santos Neto, o Zé Neto, convocou a companheirada. “Todo mundo tem que se conscientizar, dia 14 vamos parar. O melhor recado para este governo é o silêncio das máquinas. É hora de mostrar que estamos indignados!”. 

O coordenador de área, João Paulo Oliveira dos Santos, destacou a situação miserável dos aposentados nos países onde o sistema de capitalização foi implantado, o mesmo defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. 

“Previdência privada só dá certo para o patrão porque ele tem dinheiro para investir. No modelo proposto pelo governo Bolsonaro, quando acabar o dinheiro poupado, o trabalhador que se vire. Ou se mata, como os aposentados no Chile, ou se prostitui, como os aposentados na Coreia do Sul, ou vai cometer furtos, como os aposentados no Japão, que quando presos têm ao menos moradia e comida. Esses países já estão começando a rever esse modelo de previdência, que não deu certo”.

Foto: Adonis Guerra

Topura

Na Topura, o diretor executivo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, lembrou que, se a reforma passar, os aposentados já sentirão os efeitos logo de cara, porque no ano que vem podem ficar sem aumento. O dirigente também defendeu uma proposta de reforma Tributária, que diferente da Previdência, teria um efeito positivo direto na economia.

“Hoje as empresas pagam Cofins, imposto de importação e a CSLL. O governo, ao mesmo tempo em que diz que a Previdência está quebrada, fala em tirar esses impostos na reforma Tributária. Ao invés de aumentar a base de arrecadação, o governo propõe eliminar impostos que sustentam a Previdência. O problema da Previdência não é que ela não se financia, o problema é que o governo quer acabar com a Previdência dos trabalhadores. É preciso desonerar consumo e produção. A gente paga imposto de renda na PLR, mas o patrão não paga sobre a retirada de lucro”.

Foto: Raquel Camargo

Delga

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, destacou que o povo brasileiro não merecia passar pelo que está passando. “A questão da reforma da Previdência é muito grave, mas têm muitas outras coisas nesse país que se a gente fosse parar um dia pra cada ponto, ainda ia faltar dia no mês pra fazer a luta contra as mazelas que estão colocadas. A briga do dia 14 é em defesa do país, da soberania nacional e do nosso sistema de Previdência Pública”.

Foto: Adonis Guerra

ZF

O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, explicou os principais pontos da reforma da Previdência e fez um resgate das mentiras que já contaram para aprovar retirada de direitos.

“Na terceirização e reforma Trabalhista, vieram com a promessa de gerar empregos e nada. Só desemprego e desmonte. Agora dizem que a reforma da Previdência é para o país sair do buraco. É mentira”, alertou.

“A reforma não é para alavancar a economia, é para bilionários brasileiros continuarem lucrando com juros da dívida pública. Quem tem R$ 1 bilhão não quer investir em indústria e desenvolvimento. Só quer comprar título da dívida pública e ganhar R$ 137 mil de juros por dia”, explicou.

“A luta é se o Brasil vai para o caminho do desenvolvimento ou da miséria absoluta. Por isso, a convocação é para barrar a reforma da Previdência agora”, convocou.

O coordenador do CSE na ZF, José Ribamar Feitosa da Silva, o Ribamar, chamou o pessoal a estar juntos na Greve Geral.

“Da forma que o governo colocou a proposta, ela tira a possibilidade de cada um e cada uma se aposentar e curtir a vida. A orientação é ninguém vir trabalhar na sexta-feira”, afirmou. 

Foto: Raquel Camargo 

PLRs na Selco e Continental Parafusos

Em assembleia na Continental Parafusos, os companheiros também aprovaram a proposta de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) negociada pelo Sindicato. A primeira parcela será paga no mês que vem e a segunda em fevereiro de 2020. Quem ficar sócio do Sindicato até dia 21 será isento da contribuição negocial.

Na Selco, os trabalhadores também aprovaram o acordo de PLR negociado pelo Sindicato, que será paga em duas parcelas, setembro e março. Foi aprovada ainda a contribuição negocial. Quem ficar sócio até o fim do mês será isento.

“A situação está caótica no país, com reforma da Previdência, desemprego aumentando. Temos que agir de alguma maneira. Dia 14 é Greve Geral!”, chamou o CSE na Selco, Francisco Gomes de Lima, o Chiquinho.

Fotos: Divulgação

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