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12 de Julho de 2019 | Notícias

Na calada da noite, Câmara aprova reforma da Previdência

Plenário deve concluir votação do 2º turno hoje. Se aprovado, segue para o Senado. Centrais chamam para luta.

Foto: Divulgação

O texto-base da reforma da Previdência, que acaba com o direito dos brasileiros se aposentarem, foi aprovado em 1º turno na noite de quarta-feira, dia 10, por 379 a 131 votos, na Câmara dos Deputados.

Até o fechamento desta edição, estava no início a votação dos chamados “destaques”, que são propostas de alterações apresentadas pelas bancadas partidárias para serem votadas separadamente ao texto-base. Com os destaques o 1º turno será encerrado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) já afirmou que o objetivo é terminar a votação, em 2º turno, ainda esta semana, já que o recesso parlamentar começa em 18 de julho. Se aprovada, a proposta segue para análise no Senado.

Os parlamentares contrários à proposta reforçaram que haverá mais luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores. O deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, ex-presidente dos Metalúrgicos do ABC, falou sobre a votação na Câmara.

“Votamos contra porque essa reforma traz um profundo prejuízo ao nosso povo, para a classe trabalhadora. São mais de R$ 450 bilhões que os empresários sonegaram e essa reforma não diz absolutamente nada sobre isso”, afirmou. “São milhares de pessoas desempregadas, milhares de jovens brasileiros que não terão a oportunidade de se aposentar e, por esta razão, dissemos não a essa reforma”, continuou.

“Isso não é reforma, é um roubo do dinheiro do povo para os grupos econômicos. Eles usaram a mídia comercial, pagaram pessoas ricas da televisão para fazer propaganda, enganaram o povo e agora não tem um deputado, rico, empresário fazendeiro que vai votar contra essa reforma, eles vão votar a favor porque querem cada vez mais prejudicar os direitos dos trabalhadores. Vamos continuar na luta denunciando deputado por deputado que votou contra a aposentadoria dos brasileiros”, ressaltou.

O texto aprovado em 1º turno impõe idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62, para mulheres. Também rebaixa muito o valor do benefício ao alterar o cálculo. O piso do benefício será de 60% da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador. Para se aposentar com o valor integral, será preciso 40 anos de contribuição.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, que acompanhou os protestos em Brasília, falou sobre a importância de pressionar os parlamentares em defesa da Previdência Social e solidária.

“A reforma acaba com a aposentadoria, destrói direitos dos trabalhadores e tem como único objetivo beneficiar o poder econômico em prejuízo da maioria dos brasileiros, principalmente os mais pobres”, disse. “Lutaremos até o fim para impedir essa crueldade com os trabalhadores brasileiros”, convocou.

Luta contra a reforma

Os sindicatos reforçaram o ato contra a reforma da Previdência convocado pelos movimentos sociais e reuniu manifestantes na Av. Paulista, na quarta-feira, dia 10, quando a Câmara dos Deputados iniciou a votação.

A CUT e as demais centrais sindicais realizam hoje o ato unificado “Reaja ou trabalhe até morrer” no dia de luta contra a reforma da Previdência, em Brasília contra o fim da aposentadoria, pela valorização da educação e por emprego, que será realizado em conjunto com a UNE (União Nacional dos Estudantes).

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