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8 de Agosto de 2019 | Notícias

370 deputados votam para tirar o seu direito de se aposentar

Confira os deputados por São Paulo que aprovaram o desmonte da Previdência Social

A reforma da Previdência foi aprovada em segundo turno pelo plenário da Câmara dos Deputados no início da madrugada de ontem. Por 370 votos a favor da proposta, 124 contra e uma abstenção, os parlamentares votaram o texto-base que ataca o direito dos trabalhadores se aposentarem.

Com manobras e requerimentos na Câmara, a maioria dos deputados votou por acelerar as discussões e quebrar o prazo de cinco sessões entre as votações em primeiro e segundo turno.

O texto-base aprovado manteve as principais alterações propostas pelo governo para dificultar a concessão de aposentadorias e reduzir o valor dos benefícios, entre outras perversidades.

O texto estabelece a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria (62 anos para mulheres e 65 para os homens) e o tempo de contribuição mínimo de 15 anos. E o valor do benefício será menor, pois os deputados aprovaram mudanças nos cálculos que definem quanto o trabalhador e a trabalhadora vão receber. Para receber benefício integral será necessário contribuir por 40 anos ao INSS.

Durante o dia de ontem, começaram a ser votados os destaques, que podem retirar pontos do texto. A proposta segue para o Senado, onde será votada em dois turnos. 

Nos destaques a oposição tenta modificar trechos da proposta para retirar pelo menos quatro itens do texto da reforma. Entre eles as mudanças na pensão para mulheres, nas aposentadorias especiais, na pensão por morte e nas regras de transição.

O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, reafirmou que acabar com o sistema de previdência social não resolve os problemas do Brasil. “Alertamos o tempo todo que esse modelo de Previdência que eles estão empurrando goela abaixo da população não resolve os problemas do país e ainda tira direito dos trabalhadores, desestrutura as famílias ao atacar as pensões e os direitos mais básicos dos mais humildes”.

“Os trabalhadores não devem esquecer nem perdoar aqueles que votaram contra cada trabalhador e trabalhadora, porque a reforma não é em defesa do Brasil, é em defesa de interesses daqueles que financiam esses parlamentares”, acrescentou.

O dirigente reforçou a importância de manter a mobilização no próximo dia 13. “Mesmo a reforma tendo passado na Câmara, ela ainda vai para o Senado, ainda é possível continuar enfrentando esse ataque que estão fazendo contra a população brasileira. Dia 13 estaremos nas ruas de novo em defesa da Previdência e da educação pública de qualidade”.

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