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13 de Agosto de 2019 | Notícias

Estudantes e Trabalhadores voltam às ruas para defender a educação e a previdência pública

Contra os cortes anunciados pelo governo Bolsonaro, movimento estudantil e trabalhadores farão 3º ato nacional. Centrais participam em defesa da educação e contra a reforma da Previdência

 

Em todos os estados e no Distrito Federal haverá mobilização hoje contra os desmontes na Educação e em defesa do direito à aposentadoria. Na cidade de São Paulo, a concentração será a partir da 17h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O ato é convocado pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), UNE (União Nacional dos Estudantes), CUT e demais centrais sindicais.

Este é o 3º ato nacional em defesa da educação pública, após o anúncio dos cortes feitos pelo governo Bolsonaro. Assim como nos dias 15 e 30 de maio, que ficaram marcados como ‘Tsunami da Educação’, os metalúrgicos do ABC fortalecerão a luta participando da manifestação na Paulista.

O diretor executivo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, destacou os efeitos que os cortes terão na região. “A Federal do ABC, que nós lutamos tanto para ter, certamente reduzirá o número de vagas. Assim, o filho do trabalhador metalúrgico ou os companheiros que sonham em entrar na Universidade, podem perder a oportunidade do acesso a uma educação superior pública de qualidade”.

“O ABC é um polo tecnológico muito forte, tanto em engenharia, como em pesquisa e desenvolvimento, e estamos avançando em outras áreas, por exemplo, na defesa. Quando se fala em investimento em educação, estamos preparando trabalhadores para atuar nessas áreas e fortalecer nossa região. Precisamos fazer com que o conhecimento produzido aqui, fique no Brasil”.

O diretor lembrou que os cortes em P&D também dificultam as parcerias das universidades com as empresas e destacou o prejuízo com a reforma da Previdência.

“O governo quer aprovar uma reforma da Previdência e cortes de investimento na educação, alegando que faltam recursos, no mesmo momento em que libera verbas para parlamentares votarem a favor da reforma que é contra o trabalhador”.

O tal contingenciamento anunciado pelo ministro da educação, Abraham Weintraub, afetará principalmente universidades e institutos, mas a educação básica também está ameaçada. Um novo bloqueio no orçamento do MEC no valor de R$ 348 milhões, divulgado no último dia 7 afetará a compra e a distribuição de centenas livros didáticos que atenderiam crianças do ensino fundamental de todo o país.

MEC contra os manifestantes

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atendeu pedido do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e autorizou o uso da Força Nacional contra os protestos marcados para hoje, em todo o Brasil.

De acordo com a portaria nº 686, publicada no Diário Oficial da União do último dia 8, os agentes poderão atuar em “caráter episódico e planejado nos dias 7, 12 e 13 de agosto de 2019”. A ordem de Moro estabelece ação na Esplanada dos Ministérios, mas pode ser estendida aos campi das universidades federais em qualquer cidade do país.

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