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4 de Setembro de 2019 | Notícias

Caoa oficializa intenção de compra da fábrica da Ford

Sindicato acompanha negociação para garantir que trabalhadores sejam recontratados e tenham direitos mantidos

 

Fotos: Adonis Guerra

O Sindicato acompanhou na tarde de ontem, em evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o anúncio oficial da intenção de compra da planta da Ford, em São Bernardo, pela Caoa. Estavam presentes também o governador do estado, João Doria, e o prefeito do São Bernardo, Orlando Morando. O processo de negociação deve ser finalizado em 45 dias.

Desde que o grupo brasileiro Caoa se colocou como principal interessado na compra, os Metalúrgicos do ABC vêm discutindo com os representantes da empresa as condições para recontratação dos trabalhadores impactados pelo fechamento da Ford.

“Esperávamos que fosse assinado o acordo de compra e venda, não na sua totalidade, mas uma decisão definitiva sobre isso. Mas acreditamos que esses próximos 45 dias sejam necessários para acertar detalhes de um processo gigantesco que envolve valores enormes. Temos que manter a nossa mobilização e a expectativa de que, ao final dessa negociação, o anúncio seja de fato o acordo entre as duas empresas”, declarou o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

A Caoa vem dizendo que tem condições de assumir a produção de caminhões Ford e num segundo momento, também a produção de automóveis. “Esperamos que na evolução dessas negociações, mais trabalhadores possam ser contratados, além desses 800 iniciais que são necessários para a produção de caminhões”, afirmou o presidente.

 “Fizemos várias conversas com o governo do estado, com a prefeitura e com a própria Caoa. Assim que soubemos da intenção de compra, imediatamente buscamos os representantes para discutir a recontratação e os direitos dos trabalhadores, também tratamos sobre salários e convenção coletiva. Normalmente essas empresas poderiam não aproveitar nenhum trabalhador e contratar no mercado com salários inferiores, mas nós garantimos que isso não ocorra”, completou.

“A exigência que o Sindicato faz é que os contratados sejam oriundos da Ford. Nesse momento não deve haver contratações de pessoas que não tenham sido impactadas pelo fechamento da montadora”, reforçou o dirigente Adalto de Oliveira, o Sapinho, da coordenação do CSE na Ford.

Histórico 

O Sindicato esteve à frente de todo o processo de luta em defesa dos empregos que mobilizou os trabalhadores em 42 dias de paralisação, desde o anúncio de fechamento da planta, em 19 de fevereiro.

 Antes disso, em janeiro, os trabalhadores fizeram uma série de mobilizações para cobrar investimentos de futuro na planta.

No final de abril, os trabalhadores aprovaram por unanimidade o pacote de indenização negociado pelo Sindicato com a montadora. A negociação incluiu o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Plano de Demissão Incentivada (PDI), amparo psicológico, curso de requalificação profissional, ajustes no plano médico, cláusula de quitação dos contratos de trabalho, entre outros. Também foi garantida a permanência até 30 de março de 2020 dos trabalhadores nas áreas administrativas da Ford que não serão impactados com a decisão da montadora.

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