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4 de Setembro de 2019 | Notícias

Jovens brasileiros conquistam 3ª lugar na WorldSkills

"Indústria precisa se recuperar para absorver esses profissionais", alerta representante dos Metalúrgicos do ABC

Fotos: Divulgação

O Brasil conquistou o 3ª lugar na 45ª WorldSkills, realizada entre os dias 22 e 27 de agosto, em Kazan, na Rússia. Ao todo, 63 alunos, treinados pelo SENAI e pelo Senac, representaram o Brasil na maior competição de educação profissional do mundo, que ocorre a cada dois anos.

O secretário de Formação da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) e conselheiro do Senai, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, que acompanhou de perto a competição, elogiou a marca alcançada pelos jovens, mas ponderou que há muito a se avançar.

“Sem dúvida o 3º lugar é uma conquista importante, se pensarmos que o mundo inteiro vem se preparando para isso e ficamos atrás apenas da China e da Rússia, porém na frente de países como Japão e Coreia”.

“Porém, devemos lembrar que nosso modelo de formação ainda é muito quadrado e centrado. É nosso papel debater se esses profissionais que estão se formando realmente ocuparão espaço dentro das indústrias no Brasil. Não há sinais de recuperação da indústria brasileira, então para onde vão esses alunos que ganharam bolsas de estudos? Terão que procurar boas oportunidades fora do país?”, questionou.

Bigodinho alertou que um dos pilares mais importantes para a recuperação da indústria é a qualificação profissional.  “Nesse tipo de evento vemos muita tecnologia e fica claro que quem vai ocupar espaço no novo mundo do trabalho é quem melhor qualificado estiver”, completou.

O evento contou ainda com conferências sobre o que há de mais moderno relacionado à tecnologia e qualificação profissional. Bigodinho detalhou que essas atividades proporcionaram, além do conhecimento, troca de experiências internacionais.

“Foi possível perceber que em outros países a qualificação profissional tem forte fomento do governo, coisa que não ocorre hoje no Brasil. Enquanto outros países investem pesado em formação e tecnologia, o que vemos aqui são cortes em educação e pesquisa. Assim, a tendência é que os jovens brasileiros fiquem para trás. Os representantes dos trabalhadores precisam participar da discussão sobre qualificação e o direcionamento dela”, finalizou.

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