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6 de Setembro de 2019 | Hot Site | Formação

A independência inconclusa

Amanhã, 7 de setembro, é a data que comemoramos a independência do Brasil. A nação brasileira, fundada nessa data em 1822, não aboliu a escravidão. Portanto, para os escravos e seus descendentes a independência em relação a Portugal não fez a menor diferença. Continuavam a ser açoitados como nos tempos coloniais.

Para manter a escravidão, a “independência” foi feita por “cima” pelas elites evitando a insurreição dos de “baixo”. A solução foi coroar D. Pedro I, da Dinastia de Bragança, como imperador do Brasil. Ou seja, diferentemente do restante dos países da América do Sul que fundaram suas nações sob regime republicano, o nosso regime foi o monárquico, porque não fazia sentido inaugurar o regime republicano e manter a escravidão. 

Como sabemos, o Brasil manteve a escravidão por mais de 66 anos como nação independente. Foi uma independência parcial e inconclusa liderada por latifundiários e comerciantes ligados à agricultura exportadora, principalmente o café, e ao comércio de escravos.

Passados 197 anos as marcas do projeto excludente presente na origem do Estado brasileiro ainda permanecem vivas na nossa sociedade e podemos enxergá-las em várias situações e circunstâncias.

Por isso, devemos engrossar as manifestações do “Grito dos Excluídos” em todo o Brasil, que comemora 25 anos de existência e terá como tema este ano: “vida em primeiro lugar – luta por justiça, direitos e liberdade”.

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Departamento de Formação

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