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20 de Setembro de 2019 | Hot Site | Formação

Há quarenta anos os metalúrgicos sacudiam o país enfrentando a ditadura

O ano de 1979 foi marcado por várias greves gerais por categorias. Só entre os metalúrgicos foram 27 greves registradas. Foram as primeiras grandes greves após o golpe militar de 1964.

No dia 9 de março, os metalúrgicos do ABC recusaram a contraproposta patronal e tiraram indicativo de greve a partir do dia 13. No dia marcado, cerca de 113 mil trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços em São Bernardo e Diadema. Em Santo André foram 47 mil trabalhadores paralisados e outros 25 mil de São Caetano. O Sindicato apresentou uma pauta sobre condições de trabalho e um reajuste de 78,1%.

No Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro, cerca de 20 mil metalúrgicos decidiram entrar em greve, recusando a proposta patronal de 71% e reivindicando 83% de aumento. Já no dia seguinte, a adesão foi de 90% da categoria, o que surpreendeu até mesmo algumas lideranças sindicais. No dia 14 a paralisação chegou a 100% atingindo cerca de cinco mil empresas.

Em 28 outubro foi a vez dos metalúrgicos da Capital Paulista e de Guarulhos que paralisam a produção reivindicando 83% de reajuste salarial. No dia 30, durante um piquete na fábrica Sylvania na zona sul de São Paulo, foi ferido de morte com um tiro na barriga, o operário Santos Dias da Silva, membro destacado da oposição sindical metalúrgica.

Sua morte gerou uma comoção nacional e reforçou a união do movimento sindical contra a ditadura e fortaleceu o “novo sindicalismo” como o principal protagonista das lutas operárias e sindicais desse período em diante.

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Departamento de Formação

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