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1 de Outubro de 2019 | Hot Site

Sobre bancos e sobre juros

O Banco Central abaixou a taxa de juros básica (Selic), atualmente em 5,5% ao ano. As estimativas de inflação para 2019 estão agora em 3,43%.

O que explica a estagnação econômica atual e a ausência de perspectivas, com PIB próximo a zero, taxas de desemprego nas alturas e famílias endividadas?

Uma das razões passa pela drenagem da economia brasileira, feita pelo sistema financeiro, e a concentração bancária no Brasil que inibe a competição entre as instituições. Os lucros dos 4 maiores bancos (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) subiram 21,3% no segundo trimestre de 2019, atingindo o volume agregado de R$ 20 bilhões.

No mundo real, os bancos ignoraram essa redução aplicada na taxa Selic e não repassam essa queda para os seus correntistas. Em algumas linhas de crédito, o movimento foi até inverso, e os juros aumentaram ainda mais. É o caso do cartão de crédito rotativo para pessoa física, que saltou de 291,8% para 300,0% ao ano nos últimos 12 meses.

Como sempre, o comportamento do sistema bancário brasileiro realimenta a tragédia econômica que vivemos.

 

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