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22 de Outubro de 2019 | Hot Site

Reação social na América Latina

Em dezembro de 2012, o portal G1 destacava a notícia: América do Sul descobriu 100 bilhões de barris de petróleo na última década. A discussão naquele momento era a autossuficiência energética e o aprofundamento da integração regional, em busca de um modelo de desenvolvimento capaz de erradicar a pobreza no continente.

Mas esse ideal perdeu espaço para governos ultraconservadores que impuseram mudanças radicais nas políticas econômicas e sociais. Foi assim na Argentina com Macri, no Chile com Piñera, e por fim no Brasil com a vitória da extrema direita nas eleições de 2018.

Na Argentina o país vive colapso econômico com a disparada da inflação, altas taxas de desemprego e intenso processo de desindustrialização. Nos últimos quatro anos, 5 mil fábricas fecharam no país, metade ao longo de 2019. Pesquisas indicam que Macri deve perder as eleições na Argentina no próximo domingo, com vitória contundente do campo progressista.

No Equador, o presidente Lenin Moreno se voltou contra o ideal desenvolvimentista promovido por seus antecessores, e seu governo anunciou um pacote de austeridade fiscal para atender ao Fundo Monetário Internacional (FMI), como condição para a concessão de empréstimo. Entre outras medidas, o pacote determinou o fim dos subsídios aos combustíveis, elevando os preços do diesel em 120%, e provocando uma onda de revolta no país que levou à mudança de sua capital para Guayaquil.

No Chile, em resposta aos protestos contra a alta dos preços do metrô, o governo decretou estado de emergência, colocando a cidade de Santiago sob o comando do exército. Mesmo recuando na decisão, os protestos não param. A crise no país vai muito além da alta nos preços do metrô, com a população clamando por melhores condições na educação, saúde e previdência.

Com uma série de grandes manifestações contra os governos de direita no continente, são cada vez mais intensos os sinais de que o futuro da América do Sul pode voltar a se alinhar com os valores do combate às desigualdades e da luta pela justiça social.

Desculpem, já íamos nos esquecendo de falar do Brasil. Enquanto o desemprego e a precariedade do mercado de trabalho persistem, a Amazônia pega fogo, e o litoral do Nordeste se debate e luta contra o vazamento de óleo diante da omissão do governo federal, os deputados do partido governista batem boca pelas redes sociais, com múltiplas demonstrações do baixo nível que caracteriza o atual desgoverno em Brasília.

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