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29 de Outubro de 2019 | Hot Site

Argentina e o desenvolvimento do Mercosul

No último domingo, Alberto Fernández foi eleito presidente da Argentina. O candidato de esquerda venceu no primeiro turno o atual presidente Maurício Macri.

Desde que assumiu o país em 2015, Macri adotou uma forte agenda neoliberal que levou o país a uma convulsão social e econômica. Ganhou as eleições defendendo as bandeiras do fim das políticas protecionistas e de subsídios dos governos de Néstor e Cristina Kirchner.

O discurso era idêntico ao do atual governo brasileiro, com foco na abertura comercial e choque neoliberal. Em 2014 e 2015, o país vizinho cresceu 0,5% e 2,1% respectivamente, mas desde então o saldo do governo resume-se no aumento da pobreza de 28% para 32% da população; inflação próxima a 50%; desemprego acima de 10% e recessão econômica.

Antes da eleição, Alberto Fernández sinalizou que pretende rever o acordo entre Mercosul e União Europeia, avaliando que o formato proposto significaria desindustrialização do país. O governo brasileiro, que foi claramente apoiador do derrotado Macri, deve entrar em conflito sobre essa questão.

A Argentina é o principal mercado de produtos industriais do Brasil. Neste segmento, em 2019 exportamos cerca de 6 bilhões de dólares, o que representa 75% das nossas vendas aos vizinhos hermanos. O cenário exige forte responsabilidade do governo brasileiro, tudo que não tivemos ao longo de dez meses do atual mandato.

Para além desse aspecto, o resultado das eleições argentinas mostra o esgotamento das políticas econômicas ultraliberais no continente. Argentina, Chile e Equador mostram que não pode prosperar uma nação quando o empobrecimento é imposto aos seus povos.

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