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12 de Fevereiro de 2020 | Notícias

Fala Wagnão: O parasitismo insano e o abismo social

Parasita por definição é aquele que se utiliza do esforço do outro para a sua própria sobrevivência. 

Na natureza, vamos encontrar belos exemplos de parasitismo. Uma orquídea se utiliza de outra planta para viver. A questão em si é que na natureza o parasita não costuma matar seu hospedeiro, já que a ele interessa a sua preservação.

Na fala do anarcoliberal Paulo Guedes, que se referiu ao funcionalismo público como “parasitas”, esqueceu-se de que ele por si só é um funcionário público, filho de funcionária pública e oriundo do setor da economia mais parasita que conhecemos, que é o setor financeiro.

Em local nenhum, seja no setor privado, no público ou na família, admitimos aqueles que não trabalham para contribuir com o coletivo. Mas a população brasileira é vítima de um parasitismo insano desse setor financeiro que, em nome do lucro absurdo, destrói empregos, empresas e o cidadão comum.

Também temos que lembrar o parasitismo de uma elite que transforma num verdadeiro abismo social a diferença entre os mais ricos e os mais pobres neste país.

O Brasil nunca foi um país justo na sua distribuição de riquezas. Mas o aumento considerável dessa diferença hoje corrói a principal classe econômica que, muitas vezes, serve de sustentáculo ideológico para sobrevivência dessa elite parasita, que é a classe média. Esta sim, com acesso à informação, formação e, portanto, diferentemente dos mais pobres, deveria ter consciência dos rumos de miserabilidade que a maioria da nossa população está destinada com a proposta econômica deste governo.

Esse é um parasitismo suicida, que mata seu hospedeiro que somos nós, o povo brasileiro.

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