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12 de Fevereiro de 2020 | Notícias

Dieese: salário mínimo deveria ter sido de R$ 4.347,61 em janeiro

O cálculo considera o custo para suprir as necessidades básicas - cesta básica, moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência - de uma família com 4 pessoas

Em janeiro deste ano, o salário mínimo necessário para garantir os produtos e serviços básicos para uma família com quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.347,61. O valor é 4,18 vezes o salário mínimo em vigor no mês passado, de R$ 1.039 - o valor do mínimo foi reajustado para R$ 1,045 a partir de fevereiro.

A estimativa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente em 17 capitais brasileiras.

O Dieese faz mensalmente o cálculo do salário mínimo necessário com base na cesta mais cara e na determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e as de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em janeiro, a cesta básica mais cara foi a de São Paulo (R$ 517,51), seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 507,13) e por Porto Alegre (R$ 502,98). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 368,69) e Salvador (R$ 376,49).

Fim da política de valorização do salário mínimo

Com a eleição de Bolsonaro, caíram por terra as chances do trabalhador que ganha o piso nacional ter uma melhora no poder de compra como aconteceu durante os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Para fazer a correção do salário mínimo para 2020, o Orçamento da União levou em conta apenas a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional dos Preços ao Consumidor), sem aumento real como previa a Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo criada nos governos do PT. Quando Lula assumiu no primeiro mandato, em 2003, o salário mínimo representava cerca de 29% do valor de julho de 1940, quando foi instituído. Em dezembro do ano passado representava 50,85% daquele valor.

Com a política de valorização, de 2003 a 2017, o ganho real, ou seja, acima da inflação, foi de 77,01%, segundo estudo do Dieese. “É essa política que este governo pró-mercado, que beneficia patrão e prejudica trabalhador em todas as medidas anunciadas, exterminou”, afirmou a técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino.

Redação CUT

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