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13 de Fevereiro de 2020 | Notícias

Centrais convocam para atos contra a destruição do INSS

Mais de 2 milhões de brasileiros estão na fila aguardando análise dos pedidos. Metalúrgicos do ABC participam de ato em agência de São Bernardo

Amanhã as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em todo o país serão palco de protestos contra o sucateamento tanto do Instituto como dos demais serviços públicos, promovido pelo governo Bolsonaro. Os Metalúrgicos do ABC convocam a população para o ato que será realizado em São Bernardo, a partir das 8h, na agência da Avenida Newton M. de Andrade, 140.

Na capital paulista, a concentração será a partir das 9h na agência da rua Cel. Xavier de Toledo, 280, no centro de São Paulo. De lá, a manifestação segue em caminhada até a Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia.

“Queremos que o governo contrate pessoas, realize concursos públicos, acerte o quadro de pessoal, respeite o povo brasileiro e acabe com as filas”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Entre 2016 e 2019, o quadro de servidores no INSS caiu de 33 mil para 23 mil. A falta de investimentos começou com Temer e se agravou com Bolsonaro que não investe em tecnologia nem em equipamentos para atender dignamente a população e cortou concursos públicos.

O resultado é que o INSS está sobrecarregado, com alta demanda de pedidos de concessão de benefícios, como aposentadoria e auxílio-doença, e a falta trabalhadores piora o problema. Atualmente são mais de dois milhões de brasileiros aguardando análise dos pedidos.

Para tentar sanar os problemas, o governo ao invés de apresentar soluções efetivas como contratar mais trabalhadores entre os milhões de desempregados e realizar concursos públicos, chamou militares da reserva e aposentados para cobrir a falta de atendentes.

Más intenções

O presidente da CUT alertou ainda que a situação do INSS é um exemplo do que vai acontecer em outras áreas que são essenciais à população, em especial às pessoas mais carentes. Investimentos em saúde e educação já foram cortados pelo governo. Segundo dados do Tesouro Nacional, somente no primeiro ano de mandato, Bolsonaro cortou 4,3% dos gastos com saúde e 16% dos gastos com educação.

Enquanto isso, a área da defesa teve um aumento de 22,1% de aumento nos investimentos.

“O INSS já foi desmontado. Agora fazem a mesma coisa na educação e na saúde. O que Bolsonaro e Paulo Guedes (ministro da Economia) querem, na verdade, é fazer uma reforma administrativa para cortar salários e demitir funcionários públicos”, reforçou Sérgio Nobre.

108 mil mulheres aguardam salário-maternidade

Atualmente, 108,3 mil mulheres que deram entrada no pedido de salário-maternidade estão aguardando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analisar o requerimento há mais de 45 dias, prazo oficial para o órgão dar a resposta, de acordo com a Lei.

As trabalhadoras formais solicitam o benefício à empresa e, portanto, recebem o salário pago pelo empregador durante o afastamento. Depois, o governo compensa os empregadores.

Com informações da CUT

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