A desastrosa política externa brasileira e o coronavírus

O alinhamento e a subordinação incondicional do governo brasileiro aos interesses dos Estados Unidos que, até a última terça-feira eram comandados pelo ex-presidente Trump, é a principal referência da política externa brasileira.

Foto: Divulgação

Os frequentes atritos políticos com o governo chinês e venezuelano, produzidos pela família Bolsonaro com a anuência do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pelas redes sociais, são exemplos desse alinhamento na forma e no conteúdo.

Assim como a tentativa de vender a Embraer para a Boeing, a desmontagem da Petrobras e o recente posicionamento do governo brasileiro contra a quebra de patentes proposta pela Índia são algumas das muitas ações que contrariam os interesses do Estado brasileiro em prol dos Estados Unidos.

Essa aproximação entre Estados Unidos e Brasil, desde o início do atual governo, tem sido pautada por um interesse comum, traduzido numa guerra ideológica contra a democracia, a esquerda e os avanços civilizatórios conquistados pela humanidade.  Tudo isso resultou, nos dois países, no negacionismo da ciência que agravaram os efeitos trágicos da Covid-19 por falta de uma ação nacional coordenada para o combate à pandemia.

Por falta de gestão diplomática do governo brasileiro junto aos governos da China e Índia, poderemos ter falta de insumos para a fabricação das vacinas, desacelerando de forma drástica a campanha de vacinação que mal começou. Mais mortes que poderiam ser evitadas vão ocorrer. O Brasil perdeu, de forma consentida pelo governo, a sua soberania nacional e o seu protagonismo internacional ao colocar em segundo plano os interesses do Estado e do povo brasileiro.

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