Após mobilização, trabalhadores na GL SMS aprovam PLR

Fotos: Edu Guimarães

A proposta de Participação nos Lucros e Resultados, a PLR, aprovada pelos trabalhadores na GL Legrand, antiga SMS, em Diadema, na última sexta-feira, 23, foi fruto de muita mobi­lização e resistência no chão de fábrica. Um dia antes, na assembleia anterior, a proposta havia sido rejeitada.

“Voltamos à mesa de nego­ciação com os representantes da empresa e conseguimos garan­tir metas mais flexíveis e mais possíveis de serem atingidas. Era essa a principal reivindica­ção desde o início das negocia­ções e foi preciso muita unidade para chegar a um acordo que contemplasse os companhei­ros”, explicou o coordenador de área, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua.

A PLR será paga em duas par­celas, a primeira em 31 de julho deste ano e a seguinte em 31 de janeiro de 2019.

O coordenador destacou que esse avanço só foi possível por conta da resistência dos companheiros que rejeitaram por duas vezes a proposta da empresa e também pelo traba­lho dos representantes do CSE. “É por meio dessa organização no local de trabalho e da re­presentação que conseguimos impedir a retirada de direitos em um momento de ataque. A PLR é um direito conquistado e a empresa queria impor metas abusivas, impossíveis de serem cumpridas”.

Resistência

As negociações de PLR co­meçaram em dezembro do ano passado. Em assembleia no dia 12 de março, os trabalhadores rejeitaram a proposta e entre­garam aviso de greve.

Da Redação.