Brasileiros participam do congresso do Unifor Canadá

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O Congresso do Unifor Canadá, que representa 315 mil trabalhadores em setores privados, foi realizado durante a semana passada para definir os próximos passos de luta.

O secretário-geral da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT), Loricardo de Oliveira, representou o país no Congresso e reforçou a necessidade da união dos trabalhadores no mundo.

“A luta da classe trabalhadora é uma só no mundo para fortalecer a defesa dos direitos, empregos, salários, benefícios”, afirmou.

“Decisões importantes foram tomadas nesse Congresso. Uma delas é manter o apoio e o acolhimento para imigrantes e refugiados, que são a base da construção do Canadá, contra essa onda de ataques da direita”, disse. “Outra é uma maior destinação de recursos para campanhas de resistência contra práticas antissindicais, já que no Canadá se faz locaute, a greve dos patrões”, explicou.

Os delegados e as delegadas também reforçaram a luta por Lula Livre. “Os canadenses manifestaram solidariedade à campanha por Lula Livre e contra a perseguição política sofrida”, contou.

O secretário-geral da IndustriALL Global Union, entidade que representa cerca de 50 milhões de trabalhadores em 140 países, Valter Sanches, destacou a luta contra retrocessos.

“O Unifor definiu uma forte agenda política de se envolver nas eleições de outubro no Canadá para manter e avançar nos espaços de intervenção e interlocução, e combater o candidato conservador, que representa o pior da direita no mundo.”

O secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, Maicon Michel Vasconcelos da Silva, lembrou que o Unifor é parceiro antigo da Confederação.

“Desde a década de 90, caminhamos juntos e desenvolvemos várias atividades e cursos de formação em conjunto, não somente para integração dos trabalhadores a nível mundial, mas para formação política. Importante lembrar que o Unifor também é um referencial no que diz respeito a uma estrutura sindical que agrega vários setores para aumentar o poder dos trabalhadores na correlação de forças com os patrões”, reforçou.