Centrais sindicais avaliam a organização para o Dia do Basta

Em reunião ontem no Dieese, em São Paulo, os dirigentes da CUT e demais centrais sindicais avaliaram as mobilizações para o Dia Nacional do Basta, que será em 10 de agosto em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

“O relato é de que em todos os estados estão acontecendo plenárias organizativas muito representativas e unitárias. Reafirmamos a orientação de paralisações e o compromisso de luta para fazer uma grande manifestação em frente à Fiesp”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“Além da Fiesp ter sido arquiteta do golpe, do desmonte na legislação trabalhista e da proposta de fim da aposentadoria, os patrões de diversas categorias ainda estão dizendo que não vai ter reposição da inflação, aumento real e nem Convenção Coletiva assinada nesta Campanha Salarial. Por isso, o Dia do Basta”, alertou.

De acordo com o secretário-geral, também ficou definida a plenária de todo o setor de transportes das centrais sindicais no dia 2, no Sindicato dos Condutores de São Paulo, para organizar como será a mobilização no Dia do Basta.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, e vice-presidente do Sindicato, Paulo Cayres, o Paulão, ressaltou a importância das plenárias de mobilização que estão sendo realizadas pelo País.

“Os metalúrgicos no Brasil inteiro estão mobilizados, em clima de luta e dispostos a fazer o enfrentamento. Ninguém aguenta mais o nível de desemprego e a retirada de direitos. Vamos mostrar a nossa indignação em um grande ato dia 10”, chamou.

Na pauta do dia 10 estão o basta ao desemprego, à retirada de direitos, à reforma Trabalhista, à precarização do trabalho e ao desmonte da aposentadoria com a proposta de reforma da Previdência. É para dar um basta no aumento do preço dos combustíveis e do gás de cozinha, na PEC dos Gastos, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, e um basta de perseguição a Lula.

 Da redação