Cresce a “suvdependência” entre as marcas líderes

Segmento cresceu 34%, doze vezes mais do que as vendas de carros de passeio

Os utilitários esportivos já respondem por 42% dos automóveis de passeio vendidos no Brasil ou 33% se considerados também os comerciais leves. Tanto em uma situação quanto na outra, é, de longe, o maior segmento do mercado interno, com quase o dobro das vendas hatches pequenos, o segundo mais expressivo em unidades negociadas.

Em 2021, o segmento cresceu 10 pontos porcentuais na comparação com o encerramento de 2020. Com relação aos dez primeiros meses de cada ano, as vendas passaram de 403 mil para 540,9 mil, salto de 34% para um mercado de carros de passeio que cresceu menos de 2,6% ou total, considerando comerciais leves, 7,7%. Investir em SUVs tem sido, assim, palavra de ordem nas maiores fabricantes generalistas — e não só no Brasil, diga-se.

Dentre as dez marcas mais vendidas, algumas já são claramente “suvdependentes” e indicam que seguirão nessa trilha, lançando outros produtos no segmento e, também para encontrar espaço nas linhas de montagem, tirando parcial ou totalmente o pé de outros. Todas viram esses modelos aumentarem suas importâncias nas vendas em relação a 2020. No caso da Toyota, triplicou com o lançamento do Corolla Cross. Volkswagen e Honda também registram crescimento expressivo, de 11 e 19 pontos porcentuais, respectivamente.

Desconsiderando naturalmente a Jeep, nascida no universo dos utilitários esportivos e que se mantém integralmente nele há 80 anos, a novata Caoa Chery, 10ª colocada no ranking de automóveis, é a marca que mais depende do sucesso dos SUVs. Dos 32,4 mil carros de passeio que negociou de janeiro a outubro, 90%, ou 29,1 mil licenciamentos, deveram-se a cinco modelos da linha Tiggo.

Do AutoIndústria