Dia 20 é Greve Global pelo clima e contra a reforma da Previdência

Desmatamento, queimadas, uso de agrotóxicos, aquecimento global, privatização, falta de investimento e de fiscalização ambiental. Todas essas questões serão levadas às ruas do Brasil e de outros países nesta sexta-feira, 20, dia da Greve Global pelo Clima. No foco também estarão bandeiras em defesa dos direitos trabalhistas, da aposentadoria e contra o desemprego.
A pauta foi definida pela CUT e demais centrais, Coalizão pelo Clima – articulação que reúne quase 70 organizações da sociedade civil – e frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
Os atos estão sendo organizados em vários estados, como Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Pernambuco. Na capital paulista, as atividades estão programadas a partir das 13h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, com aula pública sobre aquecimento global e oficinas de cartazes. O ato terá concentração às 16h.
O objetivo principal é cobrar dos governos ações para barrar o aquecimento global, em defesa da vida e do planeta. No Brasil, além disso, a ideia é denunciar que o governo Bolsonaro está destruindo não só o meio ambiente, mas também a democracia, os direitos, os empregos e a Previdência Social.
“Os que estão destruindo a Amazônia são os mesmos que querem destruir a Previdência Social, os mesmos que estão acabando com a legislação trabalhista. Essas pautas estão todas interligadas e estaremos juntos contra o governo Bolsonaro. A orientação a todos os sindicatos é que os trabalhadores e trabalhadoras cruzem os braços na parte da manhã do dia 20 e se somem aos atos na parte da tarde”, convocou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.
Além do dia 20, a CUT e demais centrais também farão protestos no dia 24 em Brasília, data em que será votada a reforma da Previdência no Senado. “Iremos receber os senadores no aeroporto pela manhã e depois vamos protestar no entorno do Congresso Nacional”, disse Sérgio.
Com informações da CUT